segunda-feira, 22 de junho de 2015

A doutrina contida na Laudato Si

A doutrina contida na Laudato Si


Nesta semana o Santo Padre lançou sua encíclica «Laudato Si» – Louvado sejas – e não faltaram polêmicas por parte dos católicos, acatólicos, anticatólicos, quem quer que fosse emitia sua opinião, e não apenas, mas também sua crítica. A uns parecia uma encíclica irrelevante, a outros foi motivo de decepção, quando na verdade é uma belíssima carta que insere um contributo importante na Doutrina Social da Igreja. 


Apresentada como sendo um documento a tratar ‘sobre o cuidado da casa comum’, a encíclica desenvolve uma filosofia onde parte-se de um princípio de responsabilidade pelo Dom recebido de Deus, a terra. Aos passos de São Francisco de Assis, o Santo Padre quer nos ensinar a conviver de forma saudável com o ambiente que vivemos, realizando uma conversão ecológica, que é mais do que sair às ruas e atar-nos às árvores, esvaziando-nos de toda pretensão de sermos deuses de nós mesmos, tomando, pelo contrário, uma atitude de criaturas, embora especiais, firmando a fé de que não somos donos do mundo.

Toda a mensagem pode ser resumida como acima foi dito, isto é, que não podemos fazer uso indiscriminado do que não é nosso, mas é um dom que recebemos, como «administradores responsáveis», e devemos transmitir às novas gerações, e que, além disso, os danos causados ao meio ambiente têm reflexo no aspecto social, atingindo principalmente os mais desfavorecidos, como os pobres e as crianças. Assim, pois, tudo isso é um pecado que clama justiça.
Feita a abordagem geral, passarei a expor e comentar alguns pontos centrais, mas que nem sempre são facilmente percebidos. Não pretendo fazer um resumo sistemático na sequência lógica da encíclica, mas apenas oferecer algumas observações sobre o ensinamento contido na encíclica.
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 Lê-se que a carta é endereçada não somente aos que creem, mas «a cada pessoa que habita neste planeta», com isso querendo afirmar que o cuidado para com a terra é dever de todos; continua a afirmar que os problemas ambientais são devidos a «atividade descontrolada do ser humano», em especial pelo progresso da técnica.

O mundo tomou-se pela técnica que estar a aniquilar as reservas ambientais sem considerar os danos causados. Citando o Papa Beato Paulo VI, diz que se os progressos científicos não estiverem unidos ao «progresso social e moral, voltam-se necessariamente contra o homem». Não que a tecnologia seja má, pelo contrário, «não podemos deixar de apreciar e agradecer os progressos alcançados especialmente na medicina, engenharia e comunicações», mas o seu uso deve ser regulado.

Um desenvolvimento tecnológico e económico, que não deixa um mundo melhor e uma qualidade de vida integralmente superior, não se pode considerar progresso. (Laudato Si, n. 194)

Uma mentalidade de autossuficiência impregnou-se naqueles que detêm o conhecimento científico, o poder científico! Não é à toa que tenha existido fatos históricos como a guerra fria, onde a ostentação das armas era o princípio compartilhado. Ele recorda-nos o «nazismo, o comunismo e outros regimes totalitários» que possuíam a tecnociência ao seu lado. Este poder não se reflete apenas na guerra ou no passado, mas está sobretudo no mercado financeiro guiado pelo consumismo.


Debaixo do consumismo está a crise do antropocentrismo moderno que, segundo o Papa, «acabou por colocar a razão técnica acima da realidade», não aceitando mais que a natureza das coisas o regulem, opondo-se mais uma vez ao projeto divino, fazendo de si mesmo um ídolo. O Santo Padre diz, no entanto, que «a realidade é superior à ideia», coisa que ele repete algumas vezes.

Se o ser humano se declara autónomo da realidade e se constitui dominador absoluto, desmorona-se a própria base da sua existência, porque ‘em vez de realizar o seu papel de colaborador de Deus na obra da criação, o homem substitui-se a Deus, e deste modo acaba por provocar a revolta da natureza’. (Laudato Si, n. 117)

Nesta perspectiva surgem ideologias que aproveitam destes erros antropológicos e imprimem entre as pessoas seus venenos, tal como a mentalidade de gênero. O homem também possui uma natureza, mas esta é negada, abrindo espaço para que os ventos carregados de malícias demoníacas entrem por estas frestas. O Papa diz que «não é salutar um comportamento que pretenda cancelar a diferença sexual», como o faz a ideologia de gênero, aproveitando justamente a negação na realidade da natureza criada por Deus e estabelecida previamente, a que o homem deve sujeitar-se.
Declara com isso o princípio de que «não há ecologia sem uma adequada antropologia», reforçando a ideia de que não será possível haver um mundo ecologicamente sustentável com as premissas antropológicas revolucionárias da modernidade. É necessário que o homem saia do trono do altíssimo e ponha-se no seu lugar, na eminência da criação, mas sempre dentro da criação e não fora desta.

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Onde ele quer chegar com tudo isso? Mostrar-nos que o problema ambiental é devido à falta de virtude da humanidade, arraigada nos vícios da soberba, avareza e luxúria. Falta humildade para reconhecermo-nos como criaturas, soma-se a isto a busca pelo prazer, esquecendo que temos irmãos frágeis que dependem de nós (veremos isso adiante) e a ganância em acumular mais do que o necessário para a subsistência própria e dos filhos.

Não é fácil desenvolver esta humildade sadia e uma sobriedade feliz, se nos tornamos autônomos, se excluímos Deus da nossa vida fazendo o nosso eu ocupar o seu lugar, se pensamos ser a nossa subjetividade que determina o que é bem e o que é mal. (Laudato Si, n.224)

É sabido que a soberba foi o pecado da queda original, e com tal, aconteceu uma ruptura na relação do homem «com Deus, com o próximo e com a terra». O mandato do Pai para que o homem domine a terra (Gn 1, 28) já não é mais entendida de modo correto, esquece-se também o mandamento de cultivar e guardar (Gn 2, 15), fazendo das relações originais um «conflito». No entanto, devemos «rejeitar que, do fato de ser criados à imagem de Deus e do mandato de dominar a terra, se deduza um domínio absoluto sobre as outras criaturas», mas devemos sempre lembrar que, em última instância, tudo pertence ao Senhor (Dt 10, 14).


Podemos, entretanto, fazer uso da criação de Deus, mas de modo responsável e respeitoso, pois somos chamados a reconhecer que «os outros seres vivos têm um valor próprio diante de Deus e, pelo simples fato de existirem, eles O bendizem e Lhe dão glória». Ligado a isto, ele fala noutro lugar, citando o catecismo, que as experiências com animais são válidas, assim como o homem pode «intervir no mundo vegetal e animal e fazer uso dele quando é necessário para a sua vida», desde que não extrapolem o «limite do razoável e contribuam para curar ou poupar vidas humanas».
A isso, os ambientalistas radicais, que afirmam que o homem possui a mesma dignidade que uma galinha ou ameba, bem como o grupo de hereges seguidores da teologia pagã de Leonardo Boff, onde prega-se que a terra é uma espécie de ser vivo divino que carrega o fardo da humanidade parasita sobre si, rasgam as vestes.

(...) não significa igualar todos os seres vivos e tirar ao ser humano aquele seu valor peculiar que, simultaneamente, implica uma tremenda responsabilidade. Também não requer uma divinização da terra, que nos privaria da nossa vocação de colaborar com ela e proteger a sua fragilidade. Estas concepções acabariam por criar novos desequilíbrios, na tentativa de fugir da realidade que nos interpela. Às vezes nota-se a obsessão de negar qualquer preeminência à pessoa humana, conduzindo-se uma luta em prol das outras espécies que não se vê na hora de defender igual dignidade entre os seres humanos. (Laudato Si, n. 90)

Neste ponto quero destacar a que consequência nos conduz o cuidado com a natureza, isto é, com a fragilidade da terra. Não pode-se querer salvaguardar esta fragilidade sem recordar outras igualmente importantes, como a dos pobres, das crianças e dos idosos. O Papa fulmina uma condenação a esta incoerência, pois como é possível pensar em salvar o ovo de uma tartaruga e não dar atenção ao assassinato de crianças por meio do aborto? É possível falar de proteção aos animais em extinção se, entretanto, abandona-se os idosos e os pobres?

É evidente a incoerência de quem luta contra o tráfico de animais em risco de extinção, mas fica completamente indiferente perante o tráfico de pessoas, desinteressasse dos pobres ou procura destruir outro ser humano de que não gosta. (...) também não é compatível a defesa da natureza com a justificação do aborto. Não parece viável um percurso educativo para acolher os seres frágeis que nos rodeiam e que, às vezes, são molestos e inoportunos, quando não se dá proteção a um embrião humano, ainda que a sua chegada seja causa de incómodos e dificuldades. (Laudato Si, n. 120)

Voltemos a um ponto chave da carta.

O Papa dá-nos algumas razões para proteger a nossa casa comum. A primeira reside no valor intrínseco da criação, pois como já afirmou-se acima, cada criatura foi querida por Deus e possui um valor particular diante dele, rendendo-Lhe glória e O louvando (Sl 148, 3-5), nelas encontramos uma «mensagem para nos transmitir». Outra razão é a de que nestas mesmas criaturas podemos encontrar o reflexo do criador, pois ‘desde a criação do mundo, as perfeições invisíveis de Deus, tais como o seu poder eterno e a sua divindade, podem ser contempladas, através da inteligência, nas obras que Ele realizou’ (Rm 1, 20).


Na criação, Deus pôs uma «ordem e um dinamismo que o ser humano não tem o direito de ignorar», afetando com suas ações desordenadas este mesmo ajuste, mas deve contribuir com o poder criador de Deus para desenvolver o «universo de potencialidades» inseridas por Ele na natureza. Acrescenta-se a isso o fato histórico da encarnação do Verbo que tomou parte da criação, fazendo-se homem, elevando em dignidade não somente o ser humano, mas toda a criação.
Nota-se que por vezes o Senhor nos interpelou ao afirmar que nenhum pássaro ‘passa despercebido diante de Deus (Lc 12, 6) ou que as aves são alimentadas pelo Pai celeste (Mt 6, 26), para fazer-nos sentir a providência, mas com isso aprendemos também o quanto a criação é querida e cuidada por Deus. Nos questiona o Papa se ouvindo isto alguém «será capaz de maltratar ou causar-lhes dano»?!?.
No entanto, o centro de toda a argumentação a favor da preservação ambiental é a justiça pelo bem comum, assentada na opção preferencial pelos pobres. Toda intervenção do homem na natureza que provoque danos sociais, e certamente ocorrerá, incidirá sobre o mais desfavorecido.
A poluição do ar, por exemplo, produz «vasta gama de efeitos sobre a saúde, particularmente dos mais pobres, e provocam milhões de mortes prematuras»; a elevação do nível do mar e dos oceanos fazem com que os moradores tenham de mudar-se, os mais pobres deles não terão para onde ir; a contaminação da água somada a falta de saneamento causa doenças como a diarreia e a cólera, levando à óbito um gigantesco número de crianças; a destruição de florestas com seus ecossistemas ou a poluição de rios resulta na falta de alimento na mesa dos mais miseráveis que somente possuíam tais maneiras de sustentos.
Poderia alguém após esta explicação afirmar ainda que o cuidado do meio ambiente não tem importância ou que a referida encíclica é sem valor ou desprovida de senso de proporções, como alguns dizem?
O cenário atual é o do mundo com seus recursos explorados cada vez com mais veemência, onde a população e o consumo aumenta e a quantidade de alimento reduz. Diante deste quadro não podemos cair no erro de querer reduzir a população mundial, com uma «redução da natalidade», através do que estão chamando de «saúde reprodutiva» como forma de anestesiar a consciência das pessoas que fazem uso do aborto e métodos contraceptivos.

Culpar o incremento demográfico em vez do consumismo exacerbado e seletivo de alguns é uma forma de não enfrentar os problemas. Pretende-se, assim, legitimar o modelo distributivo atual, no qual uma minoria se julga com o direito de consumir numa proporção que seria impossível generalizar, porque o planeta não poderia sequer conter os resíduos de tal consumo. (Laudato Si, n. 50)

Não podemos deixar que «alguns se considerem mais dignos do que outros», que se sintam mais humanos que outros»! Não é possível que a uns sejam dados banquetes e a outros as migalhas que caem da mesa, pois todos, como filhos de Deus, são chamados a participar da mesa ofertada pelo Pai celestial. Os pobres são verdadeiramente consumidos, usados pelos poderosos, são eles os alimentos de suas mesas.


Penso que com tudo isso compreende-se a carta de forma correta e integral. No entanto, sem querer nem poder extrair todo o ensinamento contido nela, destacarei mais um ponto relevante.
É notável o que o Papa diz sobre a assistência aos pobres, enquanto alguns defendem o assistencialismo, ele afirma que «ajudar os pobres com o dinheiro deve ser sempre um remédio provisório para enfrentar emergências. O verdadeiro objetivo deveria ser sempre consentir-lhes uma vida digna através do trabalho». Nisto retrucam os liberais e os socialistas.

Por um lado, critica «a diminuição dos postos de trabalho, que são substituídos por máquinas», acusando uma atitude de imediatismo, renunciando investir nas pessoas para «se obter maior receita imediata», ao que diz ser um «péssimo negócio para a sociedade», por outro, afirma que é «indispensável promover uma economia que favoreça a diversificação produtiva e a criatividade empresarial».

A atividade empresarial, que é uma nobre vocação orientada para produzir riqueza e melhorar o mundo para todos, pode ser uma maneira muito fecunda de promover a região onde instala os seus empreendimentos, sobretudo se pensa que a criação de postos de trabalho é parte imprescindível do seu serviço ao bem comum. (Laudato Si, 129)

A partir do crescimento do mercado poderemos diminuir a pobreza, mas não pode-se esquecer que o mercado por si mesmo não possui capacidade de realizar este objetivo, em suma, não deve ser absoluto. Há várias formas de mudar o cenário social e ambiental, passando desde a educação na infância até a uma conversão ecológica, como chama o Papa. Estas orientações foram enunciadas na encíclica, mas limito-me a ficar apenas com o que acima foi dito.
Portanto, sublinho mais uma vez que a estupenda riqueza contida na encíclica não deve ser deixada apenas tornada real por meio da tinta no papel. Espero poder converter-me também nesta matéria, e com esse texto queria contribuir para com a conversão dos demais.


Viver a vocação de guardiões da obra de Deus não é algo de opcional nem um aspecto secundário da experiência cristã, mas parte essencial duma existência virtuosa. (Laudato Si, 217)

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Para citar: MOTA, Gabriel Luan Paixão. A doutrina contida na Laudato Si. Publicado no blog Regozija-te com a verdade, aos 22 de junho de 2016.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Paráfrase da Ave-Maria por São Luís de Montfort



Salve, Maria Santíssima!

Hoje, dia 1º de janeiro, comemora-se a Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus. Para honrá-la, publicamos uma paráfrase que São Luís Maria Grignion de Montfort fez da Saudação Angélica (ou Ave-Maria), através da qual Nossa Senhora se tornou a Mãe do Salvador.


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Ave, eu vos saúdo com o mais profundo respeito, pois vós sois sem pecado, ó Maria, Iluminada com os raios do Sol da Justiça, Estrela do Mar, Estrela Polar que guia os navios de nossas almas durante a jornada desta vida,

Sois cheia de graça e cheia dos dons do ESPÍRITO SANTO,

O SENHOR é convosco, e esta união é nobilíssima e mais íntima que aquela que ELE tem com os santos e os justos, pois vós sois uma com ELE; sendo ELE vosso FILHO e Carne de vossa Carne, estais unida ao SENHOR por causa da perfeita semelhança com ELE e pelo vosso amor mútuo, por serdes Sua Mãe. A SANTÍSSIMA TRINDADE é convosco porque vós sois o Seu Templo.


Bendita sois vós entre todas as mulheres e sobre todas as nações, por vossa pureza e fertilidade; transformastes as maldições divinas em bençãos para nós.

E bendito é o fruto de vosso ventre, que concebestes sem a mínima perda de vossa virgindade, que carregastes sem desconforto e destes à luz sem dor. Bendito seja JESUS que redimiu nosso Mundo sofredor enquanto estávamos presos às cadeias do pecado, que curou o Mundo de sua doença, que ressuscitou os mortos para a vida, que trouxe para a casa o que lhe fora banido, justificou o homem criminoso, salvou o homem da danação.

Santa Maria, Santa de corpo e alma, Santa por causa de vossa incomparável abnegação no serviço de DEUS. Santa em vossa nobreza exuberante de Mãe de DEUS, que O contemplastes com perfeita santidade, da mais alta dignidade.

Mãe de Deus e nossa Mãe, Transbordante das graças de DEUS, de Quem sois a tesoureira, e que as dispensais para nós. Obtende para nós, sem demora, o perdão de nossos pecados, e dai-nos a graça de sermos reconciliados com a infinita Majestade de DEUS.

Rogai por nós pecadores, vós que sempre sois cheia de compaixão pelos necessitados, que nunca desprezais os pecadores, sem os quais nunca seríeis a Mãe do REDENTOR.

Rogai por nós agora, durante esta vida curta, tão cheia de tristeza, de sofrimento e incertezas. Agora, porque não temos certeza de nada, a não ser do momento presente. Rogai por nós agora, porque estamos sendo atacados dia e noite por poderosos e cruéis inimigos.



Rogai por nós agora e na hora da nossa morte, tão terrível e cheia de perigos, quando nossas forças se esgotam e nossos espíritos desfalecem-se, e nossos corpos estão exaustos com medo e pena. Rogai por nós então, na hora da nossa morte, quando satanás redobra seus esforços para nos perder para sempre. Rogai por nós na hora da decisão, quando a morte lançará duma vez por todas o nosso destino eterno, o Céu ou o Inferno. Vinde em auxílio de vossos pobre filhos, ó Terna Mãe de piedade, ó Advogada e Refúgio dos pecadores, protegei-nos na hora da nossa morte. Expulsai para longe de nós nossos terríveis inimigos, os demônios acusadores, que com suas horrorosas presenças enchem-nos de pavor. Iluminai nossos passos no vale das sombras da morte. Oh Mãe, levai-nos ao trono de julgamento de vosso FILHO e não nos abandoneis lá. Intercedei por nós, a fim de que ELE nos perdoe e nos aceite no número dos abençoados escolhidos no Reino da Eterna glória.



Amém – Assim seja”

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Santa Maria, Mãe de Deus, e São Luís de Montfort, rogai por nós!
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Fonte: O Segredo do Rosário, pp. 57-62. Editora da Divina Misericórdia - adaptado.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Cardeal Burke pede que fiéis escrevam ao Papa falando sobre a Comunhão aos divorciados



 
O cardeal Raymond Burke participou em 15 de novembro em um congresso sobre o matrimônio e a família em Limerick (Irlanda), organizado por Catholic Voice, um semanário católico criado em 2009. Em sua intervenção diante os trezentos participantes, o cardeal pediu que o Sínodo se dedicasse a promover o ensinamento da Igreja sobre o matrimônio e rechaçou que se permitissem receber a Comunhão os divorciados em nova união cujo matrimônio não havia sido declarado nulo. 


(Infocatólica) O Cardeal assegurou que "se o matrimônio é indissolúvel e alguém está vivendo em um estado que contradiz a indissolubilidade do matrimônio, não entendo como pode permitir-se que receba a sagrada Comunhão". Nesse sentido, pediu aos fiéis católicos que escrevessem ao Papa Francisco e aos representantes da hierarquia irlandesa no Sínodo para expressar sua opinião.

A este respeito, o Cardeal afirmou que os temas da Comunhão para os divorciados em nova união, a convivência extramatrimonial e o matrimônio do mesmo sexo devia retira-se dos temas tratados pelo Sínodo. "Inclusive dentro da Igreja há alguns que queriam obscurecer a verdade da indissolubilidade do matrimônio em nome da misericórdia."

A Relatio provisória não citava consistentemente o Magistério.

Também recordou que a Relatio provisória deixou "atrativamente clara a gravidade da situação", e que "carecia praticamente de qualquer referência consistente do Magistério" e constituía um "novo enfoque dos temas fundamentais da sexualidade humana na Igreja, um enfoque que constitui uma ruptura completa da Tradição da Igreja".

Na relação com as pressões do lobby gay, assinalou que a "sociedade chegou ainda mais longe em seu afronte a Deus e sua lei ao aplicar o nome de matrimônio às uniões entre pessoas do mesmo sexo". Também indicou que ele não daria a Comunhão a um político católico que tivesse votado a favor do matrimônio entre pessoas do mesmo sexo.

Nesse sentido, explicou que ele não chama matrimônio tradicional a uma união entre um homem e uma mulher. "Minha resposta é: acaso há outro tipo de matrimônio? Temo que usar essa terminologia dá impressão que cremos que há outros tipos de matrimônios. Não é assim."

Também criticou a ideologia de gênero e a mentalidade anticonceptiva. A seu juízo, essa mentalidade é a causadora da "devastação" produzida pela "indústria multimilionária da pornografia". Do mesmo modo, advertiu a "profunda infelicidade" e a "falta de esperança" que estas coisas provocam e do perigo que supõe a introdução desse "pensamento corrupto" nos colégios. "Estamos imersos em uma grande luta, que golpeia o próprio coração da Igreja", assinalou.



Fonte: Infocatolica.com. Tradução com modificações.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

A apostasia do Concílio de Trento

A apostasia do Concílio de Trento

O escandaloso título é apenas uma sátira para demonstrar o absurdo que alguns tradicionalistas facebokianos trazem na boca ao afirmarem a apostasia de um Concílio legítimo. Afirmam sem papas na língua que o Concílio Vaticano II apostatou a fé católica por convidar protestantes para as sessões do mesmo. Ledo engano!




Faltou-lhes a dedicação de ir ler o que a Igreja fez nos concílios precedentes. Não pretendo discutir a legitimidade desses convites, mas apenas demonstrar que se o Vaticano II é apóstata também o é Trento!
Deixemos de enrolação. Confira abaixo o que nos diz o Concílio Tridentino.



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SESSÃO XIII
CAPÍTULO VIII
Decreto da prorrogação da definição de quatro artigos do Sacramento da Eucaristia e do Salvo-conduto que se há de dar aos protestantes.

“Desejando o mesmo Concilio arrancar do campo do Senhor todos os erros que têm brotado acerca deste Santíssimo Sacramento da Eucaristia, e cuidar da salvação de todos os fiéis, havendo exposto na presença de Deus Onipotente todos os dias suas piedosas súplicas; entre outros artigos pertinentes a este Sacramento, tratados com a mais fiel investigação da verdade católica, depois de muitas e diligentíssimas controvérsias, segundo a gravidade da matéria, e ouvidos as sentenças dos teólogos mais insignes, tratou o seguinte. Primeiro: Si é necessário para obter a salvação, e está mandado por direito divino que todos os fiéis cristãos recebam o mesmo venerável Sacramento, debaixo de ambas as espécies. Segundo: Se recebe menos o que comunga debaixo de uma única espécie, que o que comunga com as duas. Terceiro: se a Santa Mãe Igreja errou dando a comunhão debaixo somente da espécie de pão aos leigos e aos sacerdotes que não celebram. Quarto: se deve-se dar também a comunhão aos meninos. E quanto aos que se chamam protestantes, que vivem na nobríssima província da Alemanha, desejam que os ouça o Santo Concilio sobre estes mesmos artigos, antes que se defina, e por isso, pediram um salvo-conduto para poderem vir e morar nesta cidade com segurança,  livremente dizer e propor na presença do Concílio o que sentem, e depois, retirar-se quando quiserem; o mesmo Santo Concilio, posto que esperasse por muitos meses anteriores com grande desejo sua chegada; no entanto, como Mãe piedosa, que geme e pare, desejando e trabalhando para que não haja cismas algum entre aqueles que tem o nome de cristãos , assim como todos conhecem o mesmo Deus e Redentor, mas assim também digam o mesmo, creiam o mesmo, e façam o mesmo, confiando na misericórdia de Deus, esperando que eles sejam reduzidos a santíssima e saudável concórdia de uma fé, esperança e caridade, condescende com eles nesta matéria, lhes deu e concedeu, na parte em que compete, a segurança e fé pública que pediram, ao que se chama salvo-conduto, do teor abaixo referido, e, por causa deles demorou-se a definição daqueles artigos para a segunda Sessão, a qual publicou para o dia da Festa da Conversão de S. Paulo, que seria 25 de janeiro do ano seguinte, a fim de que eles possam tranquilamente estar presentes. Além disso, estabeleceu-se que se trate na mesma sessão do Sacrifício da Missa, pela relação que existe entre ambas as matérias. Entretanto, na próxima sessão se tratará dos Sacramentos da Penitência e Extrema-Unção. Determinou-se, pois que ela se celebre no dia festivo de Santa Catarina, virgem e mártir, que será a 25 de novembro, e que em ambas as sessões se continue a matéria da Reforma.”

Salvo-conduto concedido aos Protestantes

“O Sacrossanto Geral Concílio Tridentino, legitimamente congregado com a assistência do Espírito Santo, presidindo nele os mesmos Legados e Núncios da Sé Apostólica, concede fé pública e inteira segurança a que chamam de Salvo-conduto, com todas e cada uma das cláusulas e decretos necessários e oportunos, ainda que seja necessário exprimir de forma particular e não por termos gerais, a todas e cada uma das pessoas, sejam eclesiásticas ou seculares, da Alemanha e toda qualquer região, estado, condição e qualidade que sejam, que quiserem chegar a esse Ecumênico e Geral Concílio, para que possam, com toda a liberdade, conferir, propor e tratar sobre as matérias que no mesmo Concílio se deve tratar; e ao mesmo Concílio Ecumênico vir livre e seguramente, ficar, demorar-se nele e apresentar seja por escrito ou verbalmente os artigos que quiserem e debaterem com os Padres ou com aqueles que o mesmo Santo Concílio escolher, sem injúrias nem ultrajes, e irem embora quando quiserem. Além disso, pareceu ao Santo Concílio, que para sua liberdade e segurança se deleguem Juízes privados, tanto para os delitos cometidos, como para os que possam ocorrer, ainda que os delitos sejam os mais enormes e cheirem a heresia, nomeiem pessoas que sejam benevolentes.”
(Sacrosancti Ecumenici et Generalis Concilii Tridentini, Paulo III, Iulio III et Pio IV, Canones et decreta, 1868, Des Hochheiligen okumenischen und allgemeinen, pag. 65-66)

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Àqueles que estiverem duvidando da tradução, deixo-lhes o original em latim a fim de não me julgarem por desonesto. Se acaso há erro na tradução, favor contatar-me.



“Eadem Sancta Synodus errores omnes, qui super hoc Sanctissimo Sacramento repullularunt, tamquam vepres ex agro Dominico evellere, ac omnium fidelium saluti prospicere cupiens, quotidianis precibus, Deo omnipotenti pie oblatis, inter alios, ad hoc sacramentum pertinentes articulos, diligentissima veritatis catholicae inquisitione tractatos, plurimis, accuratissimisque pro rerum gravitate disputationibus habitis, cognitis quoque praestantissimorum theologorum sententiis, hos etiam tractabat. An necessarium sit ad salutem, et divino iure praeceptum, ut singuli Christi fideles sub utraque specie epsum venerabile sacramentum accipiant. Et: Num minus sumat, qui sub altera, quam qui sub utraque communica. Et: An erraverit Sancta Mater Ecclesia, laicos, et non celebrantes sacerdotes, sub panis specie dumtaxat communicando. Et: An parvuli etiam communicandi sint. Sed quoniam ex nobilissima Germaniae provincia ii, qui se protestantes nominant, super his ipsis articulis, antequam definiantur, audiri a Sancta Synodo cupiunt, et eam ob causam fidem publicam ab illa postularunt, ut ipsis tuto huc venire, et in hac urbe commorari, ac libere coram synodo dicere, atque proponere, quae senserint, et postea, cum libuerit, recedere liccat; Sancta ipsa Synodus, licet magno desiderio eorum adventum multos antea menses expectarit, tamen, ut pia Mater, quae ingemiscit, et parturit, summopere id desiderans, ac laborans, ut in iis qui christiano nomine censentur nulla sint schismata, sed quemdmodum eumdem omnes Deum et Redemptorem agnoscunt, ita idem dicant, idem credant, idem sapiant, confidens Dei misericordia, et sperans fore, ut illi in sanctissimam, et salutarem unius fidei, spei, charitatisque concordiam refigantur, liventer eis in hac re morem gerens, securitatem, et fidem, ut petierunt, publicam, quam salvum conductum vocant, quo ad se pertinet, eius, qui infrascriptus erit, tenoris, delit, arque concessit: et eorum causa definitionem illorum articulorum ad secundam sessionem distulit, quam, ut illi commode ei interesse possint, in diem festum conversionis divi Pauli, qui erit XXV die mensis ianuarii anni sequentis, indixit. Illudque praeterea satuit, ut in eadem sessione de Sacrificio Missae agatur, propter magnam utriusque rei connexionem. Interea sessione proxima de poenintentiae, et extremae unctionis sacramentis tractandum. Illam autem die festo divae Catharinae virginis, et martyris, qui erit XXV novembris, habendam esse decrevit, simulque, ut in atraque materiam reformationis prosequatur.”
“Sacrosancta et Generalis Tridentina Synodus, in Spiritu Sancto legitime congregata, praesidentibus in ea eisdem Sancta Sedis Apostolicae legato, et nunciis omnibus, et singulis, sive ecclesiasticis, sive saecularibus personis universae Germaniae, cuiuscumque gradus, status, conditionis, et qualitatis sint, quae ad oecumenicum hoc, et Generale Concilium accedere voluerint, ut de iis rebus, quae in ipsa synodo tractari debent, omni libertate conferre, proponere, et tractare ac ad ipsum Oecumenicum Concilium libere et tuto venire, et in eo manere, et comorari, ac articulos, quot illis videbitur, tam scripto, quam verbo offerre, proponere, et cum patribus, sive iis, qui ab ipsa Sancta Synodo delecti fuerint, conferre, et absque ullis conviciis, et contumeliis disputare, nec non, quando illis placuerit, recedere possint, et valeant, publicam fidem, et plenam securitatem, quam salvum conductum appellant, cum omnibus, et singulis clausulis, et decretis necessariis, et opportunis, etiam si specialiter, et non per verba generalia exprimi deberent, quae pro expressis haberi voluit, quantum ad ipsam Sanctam Synodum spectat, concedit. Placuit praeterea Sanctae Synodo, ut, si pro maiori libertate, ac securitate eorum, certos, tam pro commissis, quam pro committendis per eos delictis, iudices eis deputari cupiant, illos sibi benevolos nominent, etiam si delicta ipsa quantumcunque enormia ad haeresim sapientia fuerint.”

(Sacrosancti Ecumenici et Generalis Concilii Tridentini, Paulo III, Iulio III et Pio IV, Canones et decreta, 1868, Des Hochheiligen okumenischen und allgemeinen, pag. 65-66)


Até a próxima. Paz e bem!



terça-feira, 14 de outubro de 2014

Papa Francisco condena a união gay

Papa Francisco condena a união gay

“Qui autem scandalizaverit unum de pusillis istis, qui in me credunt, expedit ei, ut suspendatur mola asinaria in collo eius et demergatur in profundum maris.” (Matthaeum 28, 6)

Ai daquele que escandalizar aqueles que creem em Jesus, na Santa Igreja Católica, seria melhor que atassem uma pedra de moinho no pescoço e se lançassem ao mar! Estamos todos acompanhando o que o Mass Media vem vinculando a respeito do Sínodo dos bispos sobre a Família.



Segundo os meios seculares, a tendência do Sínodo é o de alterar a doutrina católica, intocável até hoje, sobre o casamento com fins de união e procriação, conforme a Sagrada Escritura estabelece tanto no Antigo como no Novo Testamento. Estão, no entanto, colocando asas em bois, atribuindo afirmações de prelados particulares ao Santo Padre. Após ler o artigo perceber-se-á que a mídia amarrou o seu cavalo em toco de amarrar jegue.
A mentira tem perna curta! Existe uma ciência pouco usada pela mídia que esclarece muitas das “fofoquices” ideológicas da mídia, talvez não querem fazer uso dela propositalmente, suponho, esta ciência é chamada de história! Sim, esta mesma! Quiçá, eles leiam a história, entretanto a única página deste inaudito livro somente possui uma página, tratando da inquisição, é evidente.

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Um breve estudo da história e discursos de Jorge Mario Bergoglio, atual Papa Francisco, refuta as balelas inventadas pela mídia. Postarei parte do conteúdo do precioso ebook que estou desenvolvendo sobre a fé do Bergoglio com mais de 100 temas diferentes! Aguarde o ebook completo que será postado neste blog gratuitamente. Parte do conteúdo é o que proponho aos leitores.

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Para Bergoglio a família é a célula no qual a sociedade está apoiada, mas não somente isso, a distinção de funções dentro da família é importante para uma reta hierarquia.

Os papéis de paternidade, maternidade, filho ou filha, irmão ou irmã, são a base de qualquer sociedade, e sem eles toda a sociedade perderia consistência e se tornaria anárquica.” (Parish and Family, 18 de janeiro de 2007)

“Muitos nas sociedades modernas tendem a considerar e defender os direitos do indivíduo, o que é muito bom. Mas não por isso se deve esquecer a importância que tem para a sociedade – cristã ou não – os papeis básicos que se dão somente na família fundada no matrimônio. Papel de paternidade, maternidade, filiação e irmandade que estão na base de qualquer sociedade e sem os quais toda sociedade vai perdendo consistência e se tornando anárquica.” (Bergoglio, Mensagem dada em Roma, 18 de janeiro de 2007)



Não há muito o que explicar sobre a necessidade da base familiar, fundada na união natural, para a sobrevivência da humanidade, basta dois neurônios (estou exigindo demais dos esquerdistas, sim eu sei) para compreender este fato que é tão incontestável como o de que Papai Noel não existe.

“A família é o centro natural da vida humana.” (Parish and Family, 18 de janeiro de 2007).

“A família é importante, é necessária para a sobrevivência da humanidade. Se não existe a família, a sobrevivência cultural da humanidade corre perigo. É a base, nos apeteça ou não: a família.” (Papa Francisco, entrevista à Rádio da Arquidiocese do Rio de Janeiro, 27 de julho de 2013)


A razão natural do casamento não é argumento, mas um fato. Com fatos não há argumento. Não obstante, há ainda a fundamentação mais elevada do que a natural, isto é, a divina, nos diz o Papa Francisco.

“Desde o início, o Criador colocou a sua bênção sobre o homem e a mulher, para que fossem fecundos e se multiplicassem sobre a terra; e assim a família torna presente, no mundo, como que o reflexo de Deus, Uno e Trino.” (Papa Francisco, discurso no Consistório Extraordinário sobre a família, 1º de fevereiro de 2014)




A Sagrada Escritura nos relata que o demônio após tentar Nosso Senhor se retirou afim de voltar quando oportuno. Pois bem, o encardido não suporta que o homem e a mulher tenham sido criados à imagem e semelhança de Deus, por isso combate aquilo que os une, o casamento.
Vasculhando o episcopado de Bergoglio percebemos que ele foi militante (nossa que palavra pesada, rs) da vida, do casamento que está aberto à vida, aquele formado por homem e mulher. “A Igreja, que está do lado da vida, ensina que qualquer ato matrimonial deve permanecer aberto à transmissão da vida.” (Catecismo da Igreja Católica, 2366). Quando do projeto de lei que tentava legalizar as uniões homossexuais foi proposto na terra de los Hermanos (chora Messi!) o Arcebispo de Buenos Aires foi peremptório, condenado o projeto sem titubear, e ainda sem sequer propor que isto seja única e exclusivamente um problema religioso, mas sobretudo natural, antropológico.

"Aqui também está a inveja do Demônio, através da qual entrou o pecado no mundo, que de modo arteiro pretende destruir a imagem de Deus: homem e mulher recebe o mandato de crescer, multiplicar-se e dominar a terra. Não sejamos ingênuos, [a união homossexual] não se trata de uma simples luta política. É uma pretensão destrutiva ao plano de Deus. Não se trata de um mero projeto legislativo, mas de uma ação do pai da mentira que pretende confundir e enganar aos filhos de Deus". (Cardeal Bergoglio, Carta aberta em repúdio à união homossexual enviada aos monastérios de Buenos Aires, julho de 2010)



Apoiando o manifesto dos leigos em repúdio ao projeto de lei, relata Bergoglio.

“A comissão Episcopal de Leigos da CEA, em seu carácter de cidadãos, teve a iniciativa de realizar uma manifestação diante da possibilidade de sanção da lei de matrimônios para pessoas do mesmo sexo, reafirmando – junto a necessidade de que os meninos tenham direito a ter pai e mãe para sua criação e educação. Por meio destas linhas desejo oferecer meu apoio a esta expressão de responsabilidade do laicato.” (Bergoglio, Carta ao Diretor do Departamento dos leigos, 5 de julho de 2010)

Para dar um tiro de misericórdia nesse zumbi (a mentira da mídia) que insiste em perambular pelas redes, Bergoglio diz que o casamento natural é anterior ao estado e até mesmo à Igreja, ou seja, nenhum dos dois poderes (civil e religioso) pode alterar o que é desde a criação do mundo.

“A essência do ser humano tende para a união do homem e da mulher como realização recíproca, atenção e cuidado, e como o caminho natural para a procriação. Isto confere ao matrimônio transcendência social e carácter público. O matrimônio precede ao Estado, é base da família, célula da sociedade, anterior a toda a legislação e a Igreja mesma. Daqui que a aprovação do projeto de lei questão significaria um real e grave retrocesso antropológico.” (Bergoglio, Carta ao Diretor do Departamento dos leigos, 5 de julho de 2010)



Depois de massacrar a loucura midiática, ele, sem perder tempo, aproveita para demonstrar a incoerência esquerdistas que querem respeito às diferenças, mas querem uma homogeneização das mesmas.
Está aí o que Bergoglio pensa, com uma sutileza “maestral”, digna de “ratzingeriano”, destroça dos argumentos dos adversários.

“O matrimônio (configurado por varão e mulher) não é o mesmo que a união de duas pessoas do mesmo sexo. Distinguir não é discriminar, mas respeitar; diferenciar para discernir é valorizar com propriedade, não discriminar. Em um tempo em que pomos ênfase na riqueza do pluralismo, diversidade cultural e social, resulta em uma contradição minimizar as diferenças humanas fundamentais. Os cristãos atuam como servidores da Verdade e não como seus donos.” (Bergoglio, Carta ao Diretor do Departamento dos leigos, 5 de julho de 2010)



Para fechar o pacote fale mentira e leve um massacre Bergoglio diz o que pensa sobre a adoção de crianças por casais homossexuais.

 “Toda pessoa precisa de um pai masculino e uma mãe feminina que ajudem a criar sua identidade.” (Cardeal Bergoglio, Sobre o Céu e a Terra, pag.99)

“Costuma-se argumentar que uma criança estaria melhor se criada por um casal de pessoas do mesmo sexo do que em um orfanato ou instituição. As duas situações não são ideias. O problema é que o Estado não faz o que tem que fazer. Mas a falta do Estado não justifica outra falta do Estado.” (Cardeal Bergoglio, Sobre o Céu e a Terra, pag.101)

Não falta competência aos jornalistas para ir atrás da verdade, o que falta é honestidade!

Regozija-te com a Verdade! 
Salve Santa Igreja! 
Cum Petrus et sub Petrus!

sábado, 4 de outubro de 2014

Paráfrase do Pai-Nosso por São Francisco de Assis

Da maneira como São Francisco rezava o Pai-Nosso

Para honrar a São Francisco de Assis, cuja festa é comemorada hoje (04/10), publicamos aqui sua Paráfrase da oração que o Senhor Jesus nos ensinou.


1 Santíssimo Pai nosso, nosso Criador, nosso Redentor, nosso Salvador e Consolador!
Que estais nos céus: Nos anjos e nos santos, iluminando-os, para que vos conheçam, porque vós, Senhor, sois luz; inflamando-os, para que vos amem, porque vós sois amor; habitando neles e enchendo-os, para que gozem a bem-aventurança, porque vós, Senhor, sois o sumo bem, o bem eterno, donde procede todo o bem, e sem o qual não há bem algum.
Santificado seja o vosso nome: Que o conhecimento de vós mais se clarifique em nós, para conhecermos qual a largueza dos vossos benefícios, a grandeza das vossas promessas, a alteza da vossa majestade, e a profundeza dos vossos juízos (Ef 3, 18).
Venha a nós o vosso Reino: De modo a reinardes em nós pela graça, e a nos levardes a entrar no vosso Reino, onde a visão de vós é clara, o amor por vós é perfeito, ditosa a vossa companhia e gozaremos de Vós para sempre.
Seja feita a vossa vontade assim na terra como no céu: Para vos amarmos de todo o coração (cf. Lc 10, 27), pensando sempre em vós; sempre a vós desejando com todo o nosso espírito; sempre a vós dirigindo todas as nossas intenções, e em tudo procurando a vossa honra; e com todas as veras empregando todas as nossas forças e potências do corpo e da alma ao serviço do vosso amor e de nada mais. E para amarmos o nosso próximo como a nós mesmos, atraindo todos, quanto possível, ao vosso amor, alegrando-nos dos bens dos outros como dos nossos, e compadecendo-nos dos seus males, e não fazendo a ninguém qualquer ofensa (cf. 2 Cor 6, 3).
O pão nosso de cada dia, o vosso dileto Filho nosso Senhor Jesus Cristo, nos dai hoje, para memória, e inteligência e reverência do amor que nos teve, e de quanto por nós disse, fez e suportou.
Perdoai-nos as nossas ofensas: Por vossa inefável misericórdia, por virtude da paixão do vosso amado filho Nosso Senhor Jesus Cristo, e pelos méritos e intercessão da bem-aventurada Virgem Maria e de todos os Santos.
Assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido: E o que não perdoamos plenamente, fazei, Senhor, que plenamente perdoemos, a fim de que, por vosso amor, amemos de verdade os inimigos, e por eles a vós devotamente intercedamos, a ninguém pagando mal com mal (cf. 1Ts 5, 15) e em vós procuremos ser úteis em tudo.
E não nos deixeis cair em tentação: oculta ou manifesta, súbita ou renitente.
10 Mas livrai-nos do mal: passado, presente e futuro.
Glória ao Pai, e ao Filho, e ao Espírito Santo: assim como era no princípio e agora e sempre, por séculos dos séculos. Amen.


Fonte: Escritos de S. Francisco, pp. 36s. Editorial Franciscana – adaptado.



São Francisco de Assis, rogai por nós!

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