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terça-feira, 29 de julho de 2014

7 erros fatais do Relativismo moral


7 Erros Fatais do Relativismo Moral


“A consciência/percepção de moralidade leva a Deus tanto quanto a consciência/percepção de queda de maçãs leva à gravidade.” (Roger Morris)



O Relativismo moral é um tipo de subjetivismo que sustenta que as verdades morais são preferências muito parecidas com os nossos gostos em relação a sorvete, por exemplo. O relativismo moral ensina que quando se trata de moral, do que é eticamente certo ou errado, as pessoas podem e devem fazer o que quer que sintam ser o certo para elas. Verdades éticas dependem de indivíduos, grupos e culturas que as sustentam. Porque acreditam que a verdade ética é subjetiva, as palavras como devem ou deveriam não fazem sentido porque a moral de todo mundo é igual; ninguém tem a pretensão de uma moral objetiva que seja pertinente aos outros. O relativismo não exige um determinado padrão de comportamento para todas as pessoas em situações morais semelhantes. Quando confrontadas com exatamente a mesma situação ética, uma pessoa pode escolher uma resposta, enquanto outra pode escolher o oposto. Não há regras universais de conduta que se apliquem a todos.



O relativismo moral, num sentido prático, é completamente inviável. Que tipo de mundo seria o nosso se o relativismo fosse verdade? Seria um mundo em que nada estaria errado – nada seria considerado mau ou bom, nada digno de louvor ou de acusação. A justiça e a equidade seriam conceitos sem sentido, não haveria responsabilização, não haveria possibilidade de melhoria moral, nem discurso moral. Um mundo em que não haveria tolerância. Este é o tipo de mundo que o relativismo moral produz.

Vejamos os sete erros fatais do Relativismo:

1. Relativistas morais não podem acusar de má conduta a outras pessoas. O relativismo torna impossível criticar o comportamento dos outros, porque, em última análise, nega a existência de algo como “má conduta”. Se alguém acredita que a moralidade é uma questão de definição pessoal, então abre mão da possibilidade de fazer juízos morais objetivos sobre as ações dos outros, não importa quão ofensivas elas sejam para o seu senso intuitivo de certo ou errado. Isto significa que um relativista não pode racionalmente se opor ao assassinato, ao estupro, ao abuso infantil, ao racismo, ao sexismo ou à destruição ambiental, se essas ações forem consistentes com o entendimento pessoal sobre o que é certo e bom por parte de quem as pratica. Quando o certo e o errado são uma questão de escolha pessoal, nós abdicamos do privilégio de fazer julgamentos morais sobre as ações dos outros. No entanto, se estamos certos de que algumas coisas devem ser erradas e que alguns julgamentos contra a conduta de outros são justificados – então o relativismo é falso.

 2. Relativistas não podem reclamar do problema do mal. A realidade do mal no mundo é uma das primeiras objeções levantadas contra a existência de Deus. Toda esta objeção se fundamenta na observação de que existe mal verdadeiro. Mas mal objetivo não pode existir se os valores morais são relativos ao observador. O relativismo é inconsistente com o conceito de que o mal moral verdadeiro existe, porque nega que qualquer coisa possa ser objetivamente errada. Se não existe um padrão moral, então não pode haver desvio do padrão. Assim, os relativistas devem abandonar o conceito de verdadeiro mal e, ironicamente, também abandonar o problema do mal como um argumento contra a existência de Deus.



3. Relativistas não podem condenar alguém ou aceitar elogios. O relativismo torna os conceitos de louvor e condenação sem sentido, porque nenhum padrão externo de medição define o que deve ser aplaudido ou condenado. Sem absolutos, nada é, em última análise, ruim, deplorável, trágico ou digno de condenação. Nem é qualquer coisa, em última análise, boa, honrada, nobre ou digna de louvor. Relativistas são quase sempre inconsistentes nesse ponto, porque eles procuram evitar condenação, mas prontamente aceitam elogios. Se a moralidade é uma ficção, então os relativistas também devem remover as palavras aprovação e condenação de seus vocabulários. Mas se as noções de elogio e crítica são válidas, então o relativismo é falso.

 4. Relativistas não podem fazer acusações de parcialidade ou injustiça. De acordo com o relativismo, as noções de equidade e justiça são incoerentes, já que ambos os conceitos ditam que as pessoas devem receber igualdade de tratamento com base em alguma norma externa acordada. No entanto o relativismo acaba com qualquer noção de normas vinculativas externas. Justiça implica punir aqueles que são culpados de um delito. Mas, sob o relativismo, a culpa e a condenação não existem – se nada for finalmente imoral, não há acusação e, portanto, nenhuma culpa digna de punição. Se o relativismo é verdadeiro, então não há tal coisa como justiça ou equidade, porque ambos os conceitos dependem de um padrão objetivo do que é certo. Se, porém, as noções de justiça e equidade fazem sentido, então o relativismo é refutado.

5. Relativistas não podem melhorar a sua moralidade. Relativistas podem mudar a sua ética pessoal, mas eles nunca podem se tornar pessoas melhores. De acordo com o relativismo, a ética de uma pessoa nunca pode se tornar mais ‘moral’. A ética e a moral podem mudar, mas nunca podem melhorar, já que não existe um padrão objetivo pelo qual medir esse melhoramento. Se, no entanto, o melhoramento moral parece ser um conceito que faz sentido, então o relativismo é falso.



6. Relativistas não conseguem manter discussões morais significativas. O que há para falar? Se a moral é totalmente relativa e todas as opiniões são iguais, então não há uma maneira de pensar melhor do que outra. Não há uma posição moral que possa ser considerada como adequada ou deficiente, razoável, aceitável, ou até mesmo bárbara. Se disputas éticas só fazem sentido quando a moral é objetiva, então o relativismo só pode ser vivido de forma consistente se seus defensores ficarem em silêncio. Por esta razão, é raro encontrar um relativista racional e consistente, já que a maioria deles são rápidos para impor suas próprias regras morais, como, por exemplo, “é errado forçar sua própria moralidade nos outros”. Isso coloca os relativistas em uma posição insustentável: se falam sobre questões morais, eles abandonam seu relativismo; se não falam, eles abrem mão de sua humanidade. Se a noção de discurso moral faz sentido intuitivamente, então o relativismo moral é falso.

7. Relativistas não podem promover a obrigação de tolerância. A obrigação moral relativista de ser tolerante é auto-refutante. Ironicamente, o princípio da tolerância é considerado uma das virtudes principais do relativismo. A moral é individual, assim eles dizem, e, portanto, devemos tolerar os pontos de vista dos outros e não julgar seu comportamento e atitudes. No entanto, se não existem regras morais objetivas, não pode haver nenhuma regra que exija a tolerância como um princípio moral que se aplica igualmente a todos. De fato, se não há absolutos morais, por que ser tolerante afinal? Relativistas violam seu próprio princípio de tolerância quando não conseguem tolerar as opiniões daqueles que acreditam em padrões objetivos morais. Eles são, portanto, tão intolerantes quanto frequentemente acusam os que defendem a moral objetiva de ser. O princípio de tolerância é estranho ao relativismo. Se, por outro lado, a tolerância parece ser uma virtude, então o relativismo é falso.

O relativismo moral é falido. Não é um verdadeiro sistema moral. É auto-refutante. E hipócrita. É logicamente inconsistente e irracional. É seriamente abalado com simples exemplos práticos. Torna ininteligível a moralidade. Nem mesmo é tolerante! O princípio de tolerância só faz sentido em um mundo no qual existem absolutos morais, e somente se um desses padrões absolutos de conduta for “Todas as pessoas devem respeitar os direitos dos outros que diferem em conduta ou opinião”. A ética da tolerância pode ser racional somente se a verdade moral for objetiva e absoluta, não subjetiva e relativa. A tolerância é um princípio “em casa” no absolutismo moral, mas é irracional de qualquer perspectiva do relativismo ético.


Fonte: A fé explicada - adaptado

sábado, 28 de junho de 2014

"Deus está em todas as religiões" - Será?

Hoje existe uma tendência perigosa dentro da Igreja, tendência que vem da heresia de algumas pessoas que dizem: 

"Deus está em todas as religiões, todas as religiões são boas, deixe que cada um viva na sua religião e se salve na religião que ele escolheu. Quem é budista que fique no budismo. Quem é do Islã que fique aí, se salve aí. Quem é lá do candomblé, da macumba, que fique lá."

Não pode haver traição maior a Cristo e ao Evangelho do que alguém falar isto! Pois não tem outra salvação fora de Jesus Cristo. Como as pessoas vão se salvar em outras religiões se não tem Jesus Cristo? Como pode haver salvação em outras religiões se não tem o Sangue Redentor de Cristo que nos arrancou do inferno e das mãos do demônio? Como? Por isso que digo que é uma traição enorme, uma traição gigantesca a pessoa chegar e dizer assim: “A pessoa se salva lá onde ela está mesmo, deixa ela lá quietinha, não precisa lá evangelizar os índios, os africanos, o pessoal lá da macumba, do candomblé, do espiritismo, não precisa evangelizar esse povo, deixa eles lá, lá mesmo eles se salvam.” Aí eu pergunto: então pra que Jesus Cristo? Pra que Jesus Cristo veio ao mundo? Pra que Jesus Cristo morreu na Cruz? Por que Cristo institui a Igreja sobre os apóstolos? Por que Cristo mandou que os apóstolos fossem pelo mundo inteiro pregar o evangelho? Por que a Igreja, nesses 2000 anos, derramou tanto sangue dos seus filhos, deixando mártires em todos os continentes onde fosse exposta a Fé? Até o primeiro bispo do Brasil (Dom Fernandes Sardinha) foi assassinado e comido pelos índios caetés, mas pra que todo esse sacrifício? Pra que serviu os evangelizadores que foram desbravar o Japão, a Ásia, a Rússia e enfrentar os bárbaros para levar o Evangelho de Cristo, pra que isso? Pra que tudo isso já que as pessoas se salvam na sua própria religião?

Meus irmãos, isso é um perigo tremendo que o Vaticano já chamou a atenção dizendo que é algo perigosíssimo, pois isso anula o Evangelho, isso anula a Igreja, isso anula o Cristianismo. Se for assim não precisa mais da Igreja, não precisa mais evangelizar, não precisa mais de nada. O Papa Paulo VI, na Exortação Apostólica "Evangelli Nuntiandi", diz que a identidade da Igreja é evangelizar! A missão da Igreja é evangelizar, se a Igreja deixar de evangelizar ela deixa de ser Igreja, ela deixa de cumprir a sua missão. Se o Sol deixar de brilhar ele deixa de ser Sol, do mesmo modo, se a Igreja deixar de evangelizar ela deixa de ser Igreja.

"Ide ensinar todas as nações
em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo."
É um perigo essa insinuação que a gente vê por aí de pessoas dizendo: "Deus está em todas as religiões". Ora, se Deus está em todas as religiões então não precisa do Cristianismo para salvar o mundo, não precisa do Catolicismo, não precisa dos Sacramentos, não precisa mais batizar ninguém, não precisa de confissão, não precisa mais de Eucaristia. Vamos voltar então ao paganismo do tempo de Roma, do tempo da Grécia e cada um se salva com seus "deuses". Ora meus irmãos, pelo amor de Deus, não é verdade que todas as religiões sejam boas! Claro que devemos respeitar todas as pessoas, a Igreja defende a liberdade de religião, cada um siga a religião que quiser, as pessoas têm o direito a isso e temos que respeitar, MAS, dizer que todas as religiões são boas? Então espera aí, pra que o Cristianismo? Então pra que o Catolicismo? Então vamos fechar as igrejas, vamos deixar de ordenar sacerdotes, não vamos mais celebrar missas, já que todas religiões são boas. Só que não é assim, nós sabemos que não é verdade que todas as religiões são boas, se fosse verdade todos os "deuses" seriam verdadeiros. O que caracteriza uma religião é exatamente o conceito de "deus", mas cada religião tem um conceito de "deus" diferente, então será que todos esses "deuses" são verdadeiros? CLARO QUE NÃO! Só existe um único Deus Verdadeiro: a Santíssima Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo), fora disso não há Deus verdadeiro, consequentemente fora disso não há religião verdadeira, pois não tem a Verdade.

Infelizmente há uma teoria nascida em alguns ambientes teológicos que tem essa mentalidade de que o Cristo (Logos cósmico) “estaria presente em todas as religiões do mundo, não só no Cristianismo". Isto leva à conclusão de que não se deveria fazer um esforço missionário de evangelização e catequese dos povos não católicos, mas apenas cuidar da promoção temporal e econômica de todos os povos. Ou seja, a Igreja deixaria de ter uma missão evangelizadora pra ter uma missão sociológica, política, temporal, econômica. É o que se passa na cabeça das pessoas que defendem essa tese que anula o conceito de verdade e relativiza todas as mensagens religiosas, colocando no mesmo plano o politeísmo, o panteísmo e o monoteísmo, como se todas as religiões fossem boas e igualmente verdadeiras. Essa proposta nega radicalmente o Cristianismo, trai Jesus Cristo (como já foi dito) e esvazia a missão da Igreja.

As conseqüências dessa mentalidade são simplesmente devastadoras. A finalidade da evangelização é desviada e reduzida, a necessidade da fé em Jesus Cristo, do batismo e da Igreja, é posta em dúvida. “Neste contexto do pluralismo religioso – exclama um teólogo indiano – ainda tem sentido proclamar Cristo como o único Nome em que todos os homens encontram a salvação a chamar a fazerem-se discípulos mediante o batismo e a entrar na Igreja”?

Muito conveniente lembrarmos aquilo que São Pedro disse em Atos 4,12: “Não há, debaixo do céu, outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos.” A Palavra é clara: não existe outro nome, a não ser em Jesus Cristo, em que tenhamos Salvação.

Agora eu fico abismado de ver pessoas de dentro da Igreja dizer que “a Salvação está em qualquer igreja”. Como Jesus Cristo estivesse em todas as igrejas e querem defender isso, querem defender que há um certo “cristo cósmico” que está em todas religiões e que salva em todas as religiões e que não precisa a Igreja Católica fazer esse proselitismo e essa “propaganda” que ela fica fazendo dela mesma de que só nela se salva.

O abandono das estações missionárias, das pregações do Evangelho e da catequese, por parte dos missionários, do clero, das religiosas, e a fuga para obras sociais, como também o contínuo falar em sentido redutivo dos “valores do Reino” (justiça, paz) é um fenômeno difundido na Ásia e propagandeado por alguns centros missionários, também noutros continentes.

É muito triste ver que os missionários vão abandonando a evangelização vão abandonando a pregação do evangelho, da catequese pra fazer apenas obras sociais, como se Cristo tivesse instituído a Igreja para fazer obras sociais. Nisso a Igreja é traída profundamente, Cristo é traído profundamente, o Evangelho é traído profundamente. É o que acontece com os adeptos da “Teologia da Libertação” que partem só para o social, só para o político, só para o econômico, exatamente porque consideram que a pessoa se salva em qualquer religião, tanto faz a macumba, o candomblé, o espiritismo, o protestantismo, o seicho-no-ie ou qualquer outra religião, já que “Cristo está em todas elas”. Meus irmãos, ISSO É UM ABSURDO!


JESUS CRISTO É O SALVADOR! NÃO HÁ SALVAÇÃO FORA DA IGREJA, NÃO HÁ SALVAÇÃO FORA DE JESUS CRISTO!

Devemos levar o Evangelho do Senhor por toda parte, como fazia São Paulo. Paulo não ia lá no meio dos gentios dizer “vocês estão todos certos”. NÃO! Muito pelo contrário, ele falava sem medo: “Eu vim trazer pra vocês o mistério que estava escondido em todos os tempos: Jesus Cristo, nosso Senhor. Deixem o paganismo, deixem essas práticas que vocês vivem, venham ser cristãos, venham ser batizados, venham para a Igreja de Jesus que é o próprio Corpo de Cristo”. É o que Paulo pregava! Agora será que nós vamos esquecer de tudo isso e trair Nosso Senhor Jesus Cristo?





Fontes: 

Prof. Felipe Aquino; do áudio “Curso Bíblico - Do Gênesis ao Apocalipse”:CB389 - Colossenses (3) - Salvação só em Jesus Cristo.

Cardeal Josef Tomko; do Consistório dos Cardeais, em Roma, de 4 a 6 de abril de 1991.

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