quinta-feira, 31 de julho de 2014

Deísmo e a Nova Ordem Mundial


Hoje há uma fraqueza no meio do povo, um certo medo de afirmar com clareza que JESUS É DEUS. Ora, se Jesus não é Deus, não há divinização, nós estaremos sozinhos outra vez. Deus não veio, Deus não irrompeu na história, nós estamos largados, não existe providência, não existe Salvação, não existe Assistência da Graça. Alguns chamam isso de "autonomia das realidades criadas", mas seria melhor chamar de "abandono", porque seria como se Deus tivesse criado o mundo e abandonado logo em seguida. É o tal do "deísmo".

O deísmo foi uma doutrina inventada no século XVII devido algumas brigas religiosas que aconteciam na Europa (católicos e protestantes brigam desde o século XVI). Então, um pessoal que não ligava muito pra religião, quiseram inventar um jeito de conceber Deus de forma que não dê em brigas: inventaram o deísmo. Trata-se de uma ideia na qual Deus criou o mundo e largou, agora tudo que acontece é conosco, nós que temos que dar conta do recado, Deus simplesmente não intervém na história. A intenção era inventar uma "religião" para unificar a Europa! Essa invenção deísta do século XVII vai adquirir forças, passando pelos movimentos revolucionários, também tendo grande ação dentro da maçonaria, até chegar hoje em um "projeto mundial" de unificar o globo. Projeto esse que nos propõe um deus que é exatamente o "deus deísta".


Para melhor unificar as coisas, hoje você pode pegar qualquer "deus" no supermercado das religiões, você pode acreditar no deus que você quiser desde que você não tenha a pretensão de que ele seja verdadeiro (pra não gerar brigas) e muito menos de que ele aja na história. Seu deus tem que estar recluso em um mundo chamado fé subjetiva. O que muita gente não sabe é que tudo isso está a serviço de um projeto mundialista de unificação. Certas pessoas são apaixonadas por essas idéias por uma razão muito simples: querem destruir a Igreja. Pois a Igreja Católica atrapalha esse "grande projeto mundial". Existe melhor forma de acabar com alguma coisa senão de dentro? Pois é! Querem acabar com a Igreja desde dentro!



"A Igreja vive da Eucaristia e esta verdade não exprime apenas uma experiência diária de fé, mas contém em síntese o próprio núcleo do mistério da Igreja." 



Dito isto, a fórmula para acabar com a Igreja fica muito simples: sabemos que a Igreja vive da Eucaristia e Eucaristia só tem através do padre... Com esses dados como fazer para acabar com a Igreja? Fácil: é só acabar com os padres! Acabemos com a fé dos padres, diminuamos o sacerdócio, infiltremos nos seminários pessoas sem fé, infiltremos em todos os lugares gente sem fé e assim é resolvido o problema. A Igreja ficará neutralizada desde dentro, dessa forma só teremos padres inofensivos. A Igreja Católica vai continuar existindo apenas nominalmente, mas o conteúdo vai ser outro, suguemos o conteúdo da Igreja, tiremos suas vísceras e ela se transformará num animal empalhado. Essa é a fórmula que Satanás tenta usar pra acabar com a Igreja, ele tenta a todo custo fazer dos padres uns infiéis, sem fé, devassos e vendidos a nova ordem mundial! Pois sabe que dessa forma estará pronto seu projeto, acabou-se com tudo, não haverá mais eucaristia, não haverá mais Igreja de verdade e tudo estará feito. Portanto é preciso deixar claro que essa história de deísmo não é uma opinião inofensiva, mas é, sem dúvidas, algo feito pra acabar de vez com a Igreja!

Deus Pai enviou ao mundo dois Paráclitos: o Filho e o Espírito Santo. O Filho precisa ser Divino para nos divinizar, tal como o Espírito Santo também precisa ser Divino se Ele vai nos divinizar. Se Eles não são Divinos, então nós não seremos introduzidos na Vida Divina e foi-se embora a nossa salvação. Jesus é Deus com o Pai e o Espírito Santo, não tenha medo de admitir essa verdade de fé, não vamos cair em armadilhas deístas!  Deus intervém na história sim, disso depende nossa Salvação. O Espírito Santo é enviado na história, o Filho é encarnado na história, Deus entra na história. Não estamos sozinhos! NÃO EXISTE DEÍSMO. O deísmo é totalmente contrário ao verdadeiro Cristianismo.




Fontes:

Padre Paulo Ricardo; trechos do áudio "Trindade - Padres Capadócios e Concílio de Constantinopla" (23)

CARTA ENCÍCLICA "ECCLESIA DE EUCHARISTIA"; DO SUMO PONTÍFICE JOÃO PAULO II (Dado em Roma, 17 de abril de 2003)


terça-feira, 29 de julho de 2014

7 erros fatais do Relativismo moral


7 Erros Fatais do Relativismo Moral


“A consciência/percepção de moralidade leva a Deus tanto quanto a consciência/percepção de queda de maçãs leva à gravidade.” (Roger Morris)



O Relativismo moral é um tipo de subjetivismo que sustenta que as verdades morais são preferências muito parecidas com os nossos gostos em relação a sorvete, por exemplo. O relativismo moral ensina que quando se trata de moral, do que é eticamente certo ou errado, as pessoas podem e devem fazer o que quer que sintam ser o certo para elas. Verdades éticas dependem de indivíduos, grupos e culturas que as sustentam. Porque acreditam que a verdade ética é subjetiva, as palavras como devem ou deveriam não fazem sentido porque a moral de todo mundo é igual; ninguém tem a pretensão de uma moral objetiva que seja pertinente aos outros. O relativismo não exige um determinado padrão de comportamento para todas as pessoas em situações morais semelhantes. Quando confrontadas com exatamente a mesma situação ética, uma pessoa pode escolher uma resposta, enquanto outra pode escolher o oposto. Não há regras universais de conduta que se apliquem a todos.



O relativismo moral, num sentido prático, é completamente inviável. Que tipo de mundo seria o nosso se o relativismo fosse verdade? Seria um mundo em que nada estaria errado – nada seria considerado mau ou bom, nada digno de louvor ou de acusação. A justiça e a equidade seriam conceitos sem sentido, não haveria responsabilização, não haveria possibilidade de melhoria moral, nem discurso moral. Um mundo em que não haveria tolerância. Este é o tipo de mundo que o relativismo moral produz.

Vejamos os sete erros fatais do Relativismo:

1. Relativistas morais não podem acusar de má conduta a outras pessoas. O relativismo torna impossível criticar o comportamento dos outros, porque, em última análise, nega a existência de algo como “má conduta”. Se alguém acredita que a moralidade é uma questão de definição pessoal, então abre mão da possibilidade de fazer juízos morais objetivos sobre as ações dos outros, não importa quão ofensivas elas sejam para o seu senso intuitivo de certo ou errado. Isto significa que um relativista não pode racionalmente se opor ao assassinato, ao estupro, ao abuso infantil, ao racismo, ao sexismo ou à destruição ambiental, se essas ações forem consistentes com o entendimento pessoal sobre o que é certo e bom por parte de quem as pratica. Quando o certo e o errado são uma questão de escolha pessoal, nós abdicamos do privilégio de fazer julgamentos morais sobre as ações dos outros. No entanto, se estamos certos de que algumas coisas devem ser erradas e que alguns julgamentos contra a conduta de outros são justificados – então o relativismo é falso.

 2. Relativistas não podem reclamar do problema do mal. A realidade do mal no mundo é uma das primeiras objeções levantadas contra a existência de Deus. Toda esta objeção se fundamenta na observação de que existe mal verdadeiro. Mas mal objetivo não pode existir se os valores morais são relativos ao observador. O relativismo é inconsistente com o conceito de que o mal moral verdadeiro existe, porque nega que qualquer coisa possa ser objetivamente errada. Se não existe um padrão moral, então não pode haver desvio do padrão. Assim, os relativistas devem abandonar o conceito de verdadeiro mal e, ironicamente, também abandonar o problema do mal como um argumento contra a existência de Deus.



3. Relativistas não podem condenar alguém ou aceitar elogios. O relativismo torna os conceitos de louvor e condenação sem sentido, porque nenhum padrão externo de medição define o que deve ser aplaudido ou condenado. Sem absolutos, nada é, em última análise, ruim, deplorável, trágico ou digno de condenação. Nem é qualquer coisa, em última análise, boa, honrada, nobre ou digna de louvor. Relativistas são quase sempre inconsistentes nesse ponto, porque eles procuram evitar condenação, mas prontamente aceitam elogios. Se a moralidade é uma ficção, então os relativistas também devem remover as palavras aprovação e condenação de seus vocabulários. Mas se as noções de elogio e crítica são válidas, então o relativismo é falso.

 4. Relativistas não podem fazer acusações de parcialidade ou injustiça. De acordo com o relativismo, as noções de equidade e justiça são incoerentes, já que ambos os conceitos ditam que as pessoas devem receber igualdade de tratamento com base em alguma norma externa acordada. No entanto o relativismo acaba com qualquer noção de normas vinculativas externas. Justiça implica punir aqueles que são culpados de um delito. Mas, sob o relativismo, a culpa e a condenação não existem – se nada for finalmente imoral, não há acusação e, portanto, nenhuma culpa digna de punição. Se o relativismo é verdadeiro, então não há tal coisa como justiça ou equidade, porque ambos os conceitos dependem de um padrão objetivo do que é certo. Se, porém, as noções de justiça e equidade fazem sentido, então o relativismo é refutado.

5. Relativistas não podem melhorar a sua moralidade. Relativistas podem mudar a sua ética pessoal, mas eles nunca podem se tornar pessoas melhores. De acordo com o relativismo, a ética de uma pessoa nunca pode se tornar mais ‘moral’. A ética e a moral podem mudar, mas nunca podem melhorar, já que não existe um padrão objetivo pelo qual medir esse melhoramento. Se, no entanto, o melhoramento moral parece ser um conceito que faz sentido, então o relativismo é falso.



6. Relativistas não conseguem manter discussões morais significativas. O que há para falar? Se a moral é totalmente relativa e todas as opiniões são iguais, então não há uma maneira de pensar melhor do que outra. Não há uma posição moral que possa ser considerada como adequada ou deficiente, razoável, aceitável, ou até mesmo bárbara. Se disputas éticas só fazem sentido quando a moral é objetiva, então o relativismo só pode ser vivido de forma consistente se seus defensores ficarem em silêncio. Por esta razão, é raro encontrar um relativista racional e consistente, já que a maioria deles são rápidos para impor suas próprias regras morais, como, por exemplo, “é errado forçar sua própria moralidade nos outros”. Isso coloca os relativistas em uma posição insustentável: se falam sobre questões morais, eles abandonam seu relativismo; se não falam, eles abrem mão de sua humanidade. Se a noção de discurso moral faz sentido intuitivamente, então o relativismo moral é falso.

7. Relativistas não podem promover a obrigação de tolerância. A obrigação moral relativista de ser tolerante é auto-refutante. Ironicamente, o princípio da tolerância é considerado uma das virtudes principais do relativismo. A moral é individual, assim eles dizem, e, portanto, devemos tolerar os pontos de vista dos outros e não julgar seu comportamento e atitudes. No entanto, se não existem regras morais objetivas, não pode haver nenhuma regra que exija a tolerância como um princípio moral que se aplica igualmente a todos. De fato, se não há absolutos morais, por que ser tolerante afinal? Relativistas violam seu próprio princípio de tolerância quando não conseguem tolerar as opiniões daqueles que acreditam em padrões objetivos morais. Eles são, portanto, tão intolerantes quanto frequentemente acusam os que defendem a moral objetiva de ser. O princípio de tolerância é estranho ao relativismo. Se, por outro lado, a tolerância parece ser uma virtude, então o relativismo é falso.

O relativismo moral é falido. Não é um verdadeiro sistema moral. É auto-refutante. E hipócrita. É logicamente inconsistente e irracional. É seriamente abalado com simples exemplos práticos. Torna ininteligível a moralidade. Nem mesmo é tolerante! O princípio de tolerância só faz sentido em um mundo no qual existem absolutos morais, e somente se um desses padrões absolutos de conduta for “Todas as pessoas devem respeitar os direitos dos outros que diferem em conduta ou opinião”. A ética da tolerância pode ser racional somente se a verdade moral for objetiva e absoluta, não subjetiva e relativa. A tolerância é um princípio “em casa” no absolutismo moral, mas é irracional de qualquer perspectiva do relativismo ético.


Fonte: A fé explicada - adaptado

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Qual a necessidade de uma 'reforma da reforma' litúrgica?



Reforma da reforma litúrgica



Publicamos para a reflexão dos nossos leitores um texto fundamental para a compreensão do pensamento de Bento XVI a respeito da situação litúrgica da Igreja.

Que a sua leitura ou releitura possa contribuir para que cada vez mais possamos lutar pelo crescimento de um Novo Movimento Litúrgico nos nossos dias como pede o Santo Padre, pedido este que vem sendo atendido por tantos bispos, sacerdotes e fiéis em todas as partes e que só pode ser descartado por espíritos voluntariamente superficiais, como ele mesmo diz em introdução que fez a uma obra do grande liturgista Klaus Gamber.
Fonte:  Doutrina Católica Apostólica Romana. Página do Facebook.


Bento XVI, A Minha Vida, Lisboa: Livros do Brasil, 2010, pp.106-108:

O segundo grande acontecimento que ocorreu no começo dos meus anos de Ratisbona foi a publicação do "Missal", de Paulo VI, com a proibição quase total do "Missal" anterior, após uma fase de transição de cerca de seis meses. O facto de, após um período de experiências, que amiúde desfiguraram por completo a liturgia, se passar a ter um texto litúrgico vinculativo, era de saudar como algo seguramente positivo. Mas fiquei estupefacto com a proibição do "Missal" antigo, dado que nunca na história da liturgia se verificara uma situação semelhante. Quis-se passar a ideia de que era uma coisa normal. O "Missal" anterior tinha sido publicado por Pio V em 1570, na sequência do Concílio de Trento; era portanto normal que, passados quatrocentos anos e um novo Concílio, um novo papa publicasse um novo "Missal". Mas a verdade histórica é outra. Pio V limitara-se a reelaborar o "Missal" romano que se utilizava na época, coisa que aliás sempre acontecera ao longo dos séculos. Por seu lado, muitos dos seus sucessores reelaboraram ulteriormente este "Missal", sem nunca, porém, contraporem um "Missal" ao outro. Tratou-se sempre de um processo contínuo de crescimento e de purificação, em que, no entanto, a continuidade nunca era posta em causa. Um "Missal" de Pio V que tenha sido criado por ele, simplesmente nunca existiu. O que existe é a reelaboração que ele mandou fazer, como fase de um longo processo de crescimento histórico. A novidade, após o Concílio de Trento, foi de outra natureza: a invasão súbita da reforma protestante fizera-se sentir sobretudo na modalidade das reformas litúrgicas.

Não havia simplesmente uma Igreja católica e uma Igreja protestante, postas uma ao lado da outra, a divisão da Igreja ocorreu quase imperceptivelmente e teve a sua manifestação mais visível e historicamente mais incisiva nas mudanças ao nível da liturgia. Estas mudanças resultaram de tal maneira diversificadas ao nível local, que o limite entre o que era e não era católico se tornou, amiúde, bem difícil de definir. Esta situação de confusão, criada pela ausência de uma normativa litúrgica unitária e pelo pluralismo litúrgico herdado da Idade Média, fez com que Pio V decidisse que o "Missale Romanum", o texto da liturgia da cidade de Roma, por ser seguramente católico, devia ser introduzido em todo o lado onde não houvesse uma liturgia com, pelo menos, duzentos anos de existência. Onde este critério se verificava, podia manter-se a liturgia anterior, dado que o seu carácter católico era considerado seguro. Não se pode, por isso, falar de uma proibição relativa aos "Missais" anteriores e até ao momento regularmente aprovados.

Agora, pelo contrário, a promulgação do impedimento do "Missal" que se tinha desenvolvido ao longo dos séculos, desde o tempo dos sacramentais da Igreja antiga, implicou uma ruptura na história da liturgia, cuja consequências não podiam deixar de ser trágicas. Tal como já tinha acontecido muitas vezes, era razoável e plenamente em linha com as disposições do Concílio que se fizesse uma revisão do "Missal", sobretudo, tendo em consideração a introdução das línguas nacionais. Mas nesse momento aconteceu algo mais: destruiu-se o edifício antigo e, embora utilizando o material e o projecto deste, construiu-se um novo.

Não há dúvida de que, em algumas partes, este novo "Missal" trouxe verdadeiros melhoramentos e um real enriquecimento. Contudo, o facto de ter sido apresentado como um edifício novo - contraposto ao que fora construído ao longo da história - que se proibisse este último e que, de certa maneira, se concebesse a liturgia já não como um processo vital, mas como um produto de erudição especializada e de competência jurídica, trouxe-nos danos extremamente graves. Com efeito, deste modo desenvolveu-se a ideia de que a liturgia se "faz", de que não é uma realidade que exista antes de nós, - algo de "dado" -, mas que depende das nossas decisões. Consequentemente, esta capacidade de decisão não é só reconhecida aos especialistas ou a uma autoridade central, mas também em definitivo a qualquer comunidade que queira ter uma liturgia própria. O problema é que, quando a liturgia é algo que cada qual pode fazer à sua maneira, ela deixa de nos poder dar aquela que é a sua verdadeira qualidade: o encontro com o mistério, que não é produto das nossas acções, mas a nossa origem e a fonte da nossa vida. Para a vida da Igreja, é dramaticamente urgente um renovamento da consciência litúrgica, uma reconciliação litúrgica, que volte a reconhecer a unidade da história da liturgia e compreenda o Vaticano II não como ruptura, mas como momento evolutivo

Estou convencido de que a crise eclesial em que actualmente nos encontramos depende, em grande parte, da decadência da liturgia, que, por vezes, é mesmo concebida "etsi Deus non daretur": "como se se já não interessasse se Deus está ou não presente nela", se Ele nos fala e ouve ou não. Mas se na liturgia já não aparece a comunhão da fé, a unidade universal da Igreja e da sua história, o mistério de Cristo vivo, de que modo é que a Igreja manifesta a sua substância espiritual? Nesse caso, a comunidade celebra-se apenas a si mesma, coisa que não tem qualquer valor. E dado que a comunidade em si mesma não pode subsistir, mas é criada, na fé e como unidade, pelo próprio Senhor, torna-se inevitável que, nestas condições, se chegue ao ponto da fragmentação em partidos de todo o género, à contraposição partidária numa Igreja que se dilacera a si mesma. É por isso que precisamos de um novo movimento litúrgico, que recupere a verdadeira herança do Concílio Vaticano II.


Fonte: Links católicos, com adaptações.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

"Sou católico e quero viver uma vida que agrade a Deus." - Afirma o capitão da seleção dos EUA



O gol marcado por Clint Dempsey na partida entre EUA e Gana aos 28 segundos de jogo foi o mais rápido desta edição da Copa do Mundo, e o quinto mais rápido de sempre. Contra Portugal, aos 31 anos de idade, o capitão da formação das estrelas e listas foi um dos melhores jogadores.

Dempsey é um líder em campo. Um homem sincero por fora, que não tem escrúpulos em falar da sua fé. Assim se mostrou numa entrevista que deu pouco antes de partir para o Brasil:

"Eu cresci numa família católica (em Nacogdoches, Texas) e ia à Missa com a minha avó todos os domingos. Graças a ela aprendi que a fé é importante.
Aos 12 anos a minha vida deu uma reviravolta que me marcou para sempre. A minha irmã Jennifer morreu de um aneurisma cerebral e eu encontrei-me perguntando o porquê de muitas coisas e o papel de Deus nisto tudo. Durante alguns anos cansei-me e afastei-me de Deus. Mas Ele foi paciente e lentamente curou-me e deu-me forças...
Na faculdade juntei-me a um grupo de estudo e leitura da Bíblia. A Palavra de Deus deu-me paz e criou o desejo de ter uma relação com Ele... Fazer-Lhe perguntas e procurar as respostas através da Escritura ajudou-me a crescer e a encontrar a direção certa. Agora é a fé em Cristo que me dá confiança no futuro. Sei que tanto nos momentos bons como maus Ele é fiel e cuida de mim.
Hoje rezo para ter força para percorrer a estrada que tenho pela frente...procuro dar o meu melhor em campo e agradeço a Deus pelas oportunidades e o sucesso que me deu. Eu quero fazer o bem, não cometer erros, e viver uma vida agradável a Deus."



Fonte: Links católicos

sábado, 28 de junho de 2014

Sobre a veneração e intercessão dos santos, e imagens sagradas

Muitos protestantes contestam a veneração e intercessão dos santos e o uso de imagens sacras. 

AMDG. Primeiramente, é importante lembrar: Deus nos convida à santidade. E, se nos convida, certamente não é algo impossível. A vontade dEle é a nossa santificação (cf. 1Ts. 4,3; Ef. 1,4), e com a Sua graça podemos consegui-la. São Zacarias também afirma isso, no Benedictus (Lc. 1,75), e há muitíssimas passagens que sustentam isso. Vale ressaltar, também, que, quando a Igreja diz que devemos ser santos, Ela não quer dizer sem pecado, mas sim que devemos ser alguém que serve verdadeiramente a Deus, que pratica heroicamente as virtudes (claro, com a graça de Deus, pois nada podemos fazer sem Ele). Ser santo é ser alguém que pode dizer, como São Paulo, para os outros o imitarem, pois é imitador de Cristo (cf. 1Cor. 5,16). É poder afirmar: “Eu vivo, mas já não sou eu; é Cristo que vive em mim.” (Gl. 2,20). Não é quem não cai, mas aquele que nunca desiste de se levantar. E, claro, o Santo por excelência é somente Deus.


Agora, quanto à intercessão. Uma passagem muito usada para contestá-la é Eclesiastes 9,5-6. Acontece que afirmou Jesus: “Aquele que crê em Mim viverá, ainda que morra, e quem vive e crê em mim nunca morrerá.” (Jo. 11,24-25). Vale lembrar, também, que é uma passagem do AT, e os judeus, por não terem a Revelação plena, como nós temos, criam (e creem) no Hades, como o da mitologia grega: um lugar onde os espíritos só ficam lá, numa eterna letargia. O cristianismo não crê nisso. Ainda, afirma o Senhor: “Perguntais por que não leva o filho a iniquidade do pai! É que o filho praticou a justiça e a equidade e, como observa e cumpre as minhas leis, também ele viverá. É o pecador que deve perecer. Nem o filho responderá pelas faltas do pai nem o pai pelas do filho. É ao justo que se imputará a justiça e ao mau a sua malícia. Se, no entanto, o mau renuncia a todos os seus erros para praticar as minhas leis e seguir a justiça e a equidade, então ele viverá decerto, e não há de perecer.” (Ez. 18,19-21). E São Pedro completa: Por esta razão, o Evangelho foi proclamado mesmo para os mortos, de modo que, apesar de terem sido julgados em carne e osso como todos são julgados, vivam em espírito segundo Deus. (1Pd. 4,6).
Eis alguns exemplos de intercessão (ou de que ela pode ocorrer):

E o Senhor disse-me: "Ainda que Moisés e Samuel se pusessem diante de Mim, Meu coração não se voltaria para esse povo; tira-os da Minha face e retirem-se." (Jer. 15,1)

Então tomando-lhe a palavra, disse-lhe Onias: "Eis o amigo de seus irmãos, aquele que reza muito pelo povo e pela cidade santa, Jeremias, o profeta de Deus." (II Mac. 15,14)

Deus fazia milagres extraordinários por intermédio de Paulo, de modo que lenços e outros panos que tinham tocado o seu corpo eram levados aos enfermos; e afastavam-se deles as doenças e retiravam-se os espíritos malignos. (At. 19, 11-12).


A Bíblia também nos mostra que os santos estão conscientes dos acontecimentos terrenos (Lc. 15,17s; 16,27-31; Ap. 6,9ss) e nos dá evidências de que a comunicação é possível entre Céu e Terra, como no caso da Transfiguração do Senhor (Mat. 17) e da parábola do rico e de Lázaro (Lc. 16).
Em resumo, a intercessão dos santos é a mesma que ocorre na terra (p. ex. Moisés intercedendo pelo povo, o Senhor fazendo o milagre em Caná por intercessão de Sua Mãe, os Apóstolos intercedendo pelo povo com milagres extraordinários etc.), a diferença é que no Céu, como afirma Orígenes, a caridade é ainda maior, pois suas almas estão unidas a Deus, contemplando-O. Ou seja, o autor do milagre é Deus, e Ele é o único capaz disso. Porém, ele é feito por intercessão dos santos.
Esta é a crença dos primeiros cristãos [1].


Quanto às esculturas, a Bíblia mostra claramente que a proibição é a estátuas de ídolos, e não se estende a tudo. Os anjos e santos são servos de Deus, não ídolos, e Ele mesmo ordenou a construção de esculturas:

"Farás também dois querubins de ouro; de ouro batido os farás, nas duas extremidades do propiciatório. Farás um querubim na extremidade de uma parte, e outro querubim na extremidade de outra parte; de uma só peça com o propiciatório fareis os querubins nas duas extremidades dele." (Ex. 25,18-19)

“E disse o Senhor a Moisés: Faze uma serpente ardente e põe-na sobre uma haste; e será que viverá todo mordido quem olhar para ela. E Moisés fez uma serpente de metal e pô-la sobre uma haste; e era que, mordendo alguma serpente a alguém, olhava para a serpente de metal e ficava vivo.” (Nm. 21,8-9)

O templo de Deus construído ricamente pelo rei Salomão estava cheio de imagens de escultura e Deus se manifestou nesse templo e o encheu de Sua glória. (Ez. 41,17-20; 43,4-6)




Vejamos o que diz o Catecismo da Igreja Católica [2]:

AS SANTAS IMAGENS


1159. A imagem sagrada, o «ícone» litúrgico, representa principalmente Cristo. Não pode representar o Deus invisível e incompreensível: foi a Encarnação do Filho de Deus que inaugurou uma nova «economia» das imagens: «Outrora Deus, que não tem nem corpo nem figura, não podia de modo algum, ser representado por uma imagem. Mas agora, que Ele se fez ver na carne e viveu no meio dos homens, eu posso fazer uma imagem daquilo que vi de Deus [...] Contemplamos a glória do Senhor com o rosto descoberto» (33).

1160. A iconografia cristã transpõe para a imagem a mensagem evangélica que a Sagrada Escritura transmite pela palavra. Imagem e palavra esclarecem-se mutuamente: «Para dizer brevemente a nossa profissão de fé, nós conservamos todas as tradições da Igreja, escritas ou não, que nos foram transmitidas intactas. Uma delas é a representação pictórica das imagens, que está de acordo com a pregação da história evangélica, acreditando que, de verdade e não só de modo aparente, o Deus Verbo Se fez homem, o que é tão útil como proveitoso, pois as coisas que mutuamente se esclarecem têm indubitavelmente uma significação recíproca» (34).

1161. Todos os sinais da celebração litúrgica fazem referência a Cristo: também as imagens sagradas da Mãe de Deus e dos santos. De facto, elas significam Cristo que nelas é glorificado; manifestam «a nuvem de testemunhas» (Heb 12, 1) que continuam a participar na salvação do mundo e às quais estamos unidos, sobretudo na celebração sacramental. Através dos seus ícones, é o homem «à imagem de Deus», finalmente transfigurado «à sua semelhança» (35), que se revela à nossa fé – como ainda os anjos, também eles recapitulados em Cristo: «Seguindo a doutrina divinamente inspirada dos nossos santos Padres e a tradição da Igreja Católica, que nós sabemos ser a tradição do Espírito Santo que nela habita, definimos com toda a certeza e cuidado que as veneráveis e santas imagens, bem como as representações da Cruz preciosa e vivificante, pintadas, representadas em mosaico ou de qualquer outra matéria apropriada, devem ser colocadas nas santas igrejas de Deus, sobre as alfaias e vestes sagradas, nos muros e em quadros, nas casas e nos caminhos: e tanto a imagem de nosso Senhor, Deus e Salvador, Jesus Cristo, como a de nossa Senhora, a puríssima e santa Mãe de Deus, a dos santos anjos e de todos os santos e justos» (36).

1162. «A beleza e a cor das imagens estimulam a minha oração. É uma festa para os meus olhos, e, tal como o espectáculo do campo, impele o meu coração a dar glória a Deus» (37). A contemplação dos sagrados ícones, unida à meditação da Palavra de Deus e ao canto dos hinos litúrgicos, entra na harmonia dos sinais da celebração, para que o mistério celebrado se imprima na memória do coração e se exprima depois na vida nova dos fiéis.

33. São João Damasceno, De sacris imaginibus oratio 1, 16: PTS 17, 89 e 92 (PG 94, 1245 e 1248).
34. II Concílio de Niceia (em 787) Terminus: COD p. 135.
35. Cf. Rm 8, 29; 1 Jo 3, 2.
36. II Concílio de Niceia, Definitio de sacris imaginibus: DS 600.
37. São João Damasceno, De sacris imaginibus oratio 1, 47: PTS 17. 151 (PG 94, 1268).

Obs.: São João Damasceno viveu no séc. VIII, e PG significa Patrologia Grega.
Aliás, este mesmo santo escreveu uma apologia em defesa do das imagens sacras [3].


Em relação ao tratamento dado aos santos e anjos, vejamos a diferença entre veneração e adoração. Em sentido estrito, só se pode adorar a Deus, mas em sentido impróprio, não. Antes, ambos eram chamados de adoração: adoração dulia (que é em sentido impróprio), posteriormente chamada de veneração, e a adoração latria (que é em sentido estrito, e só se dirige a Deus). A Bíblia nos dá testemunho disso em vários trechos:

No mesmo ponto abriu o Senhor os olhos a Balaão, ele viu o Anjo parado no caminho com a espada desembainhada, e, prostrado por terra, o adorou. (Núm. 22,31)

Quando Abigail avistou Davi, desceu prontamente do jumento e prostrou-se com o rosto por terra diante dele. (I Reis 25,23)

Joab, prostrando-se por terra sobre o seu rosto, adorou e felicitou o rei. (II Reis 14,22)

Inclinando-se Betsabé profundamente, adorou o rei. (III Reis 1,16)

Chegou ela e lançando-se-lhe aos pés [de Eliseu], adorou prostrada em terra. (IV Reis 4,36s)

E todo o povo bendisse o Senhor Deus; e se prostraram e adoraram a Deus, e depois ao rei. (I Cro. 29,20)

Se se lê as passagens completas, vê-se que Deus nunca condenou esse culto dulia (hoje chamado, talvez para não haver confusão, de veneração). A veneração não é um culto supremo, mas é honrar, mostrar respeito. Pode-se ler pouco mais sobre isso neste pequeno artigo: 

Sugiro, também, a leitura da narração do martírio dum discípulo de São João Evangelista, São Policarpo de Esmirna: 


A obra atesta no, cap. XIII, que “mesmo antes do martírio, ele já fora constantemente venerado pela sua santidade de vida”, e no cap. XVIII, a guarda e veneração das relíquias do mártir: “Desse modo, pudemos mais tarde recolher seus ossos, mais preciosos do que pedras preciosas e mais valiosos do que o ouro, para colocá-los em lugar conveniente.”

Indico, ainda, a leitura desta obra de São Jerônimo (séc. V), na qual ele defende a veneração dos santos: 


E quanto a se prostrar diante de imagens, prostrar-se não é, necessariamente, adorar:

Abraão levantou os olhos e viu três homens de pé diante dele. Levantou-se no mesmo instante da entrada de sua tenda, veio-lhes ao encontro e prostrou-se por terra. (Gênesis 18,2)

Sirvam-te os povos e prostrem-se as nações diante de ti! Sê o senhor dos teus irmãos, e curvem-se diante de ti os filhos de tua mãe! (Gênesis 27,29)

Jacó, levantando os olhos, viu Esaú [...] E ele [Jacó], passando adiante, prostrou-se até a terra sete vezes antes de se aproximar do seu irmão. (Gênesis 33, 1.3)

Desde sua chegada, os irmãos de José prostraram-se diante dele com o rosto por terra. (Gênesis 42,6)

Judá e seus irmãos entraram em casa de José, que estava ainda em sua casa, e prostraram-se por terra diante dele. (Gênesis 44,14)

Moisés saiu ao encontro de seu sogro, prostrou-se e beijou-o. Informaram-se mutuamente sobre a sua saúde e entraram na tenda. (Êxodo 18,7)

Josué rasgou suas vestes e prostrou-se com a face por terra até a tarde diante da arca do Senhor, tanto ele como os anciãos de Israel, e cobriram de pó as suas cabeças. (Josué 7,6)

Este servo, então, prostrou-se por terra diante dele e suplicava-lhe: “Dá-me um prazo e eu te pagarei tudo!”. (Mateus 18,26)

Então o carcereiro pediu luz, entrou e lançou-se trêmulo aos pés de Paulo e Silas. (Atos 16,29)


Por fim, recomendo estes vídeos:

"Deus está em todas as religiões" - Será?

Hoje existe uma tendência perigosa dentro da Igreja, tendência que vem da heresia de algumas pessoas que dizem: 

"Deus está em todas as religiões, todas as religiões são boas, deixe que cada um viva na sua religião e se salve na religião que ele escolheu. Quem é budista que fique no budismo. Quem é do Islã que fique aí, se salve aí. Quem é lá do candomblé, da macumba, que fique lá."

Não pode haver traição maior a Cristo e ao Evangelho do que alguém falar isto! Pois não tem outra salvação fora de Jesus Cristo. Como as pessoas vão se salvar em outras religiões se não tem Jesus Cristo? Como pode haver salvação em outras religiões se não tem o Sangue Redentor de Cristo que nos arrancou do inferno e das mãos do demônio? Como? Por isso que digo que é uma traição enorme, uma traição gigantesca a pessoa chegar e dizer assim: “A pessoa se salva lá onde ela está mesmo, deixa ela lá quietinha, não precisa lá evangelizar os índios, os africanos, o pessoal lá da macumba, do candomblé, do espiritismo, não precisa evangelizar esse povo, deixa eles lá, lá mesmo eles se salvam.” Aí eu pergunto: então pra que Jesus Cristo? Pra que Jesus Cristo veio ao mundo? Pra que Jesus Cristo morreu na Cruz? Por que Cristo institui a Igreja sobre os apóstolos? Por que Cristo mandou que os apóstolos fossem pelo mundo inteiro pregar o evangelho? Por que a Igreja, nesses 2000 anos, derramou tanto sangue dos seus filhos, deixando mártires em todos os continentes onde fosse exposta a Fé? Até o primeiro bispo do Brasil (Dom Fernandes Sardinha) foi assassinado e comido pelos índios caetés, mas pra que todo esse sacrifício? Pra que serviu os evangelizadores que foram desbravar o Japão, a Ásia, a Rússia e enfrentar os bárbaros para levar o Evangelho de Cristo, pra que isso? Pra que tudo isso já que as pessoas se salvam na sua própria religião?

Meus irmãos, isso é um perigo tremendo que o Vaticano já chamou a atenção dizendo que é algo perigosíssimo, pois isso anula o Evangelho, isso anula a Igreja, isso anula o Cristianismo. Se for assim não precisa mais da Igreja, não precisa mais evangelizar, não precisa mais de nada. O Papa Paulo VI, na Exortação Apostólica "Evangelli Nuntiandi", diz que a identidade da Igreja é evangelizar! A missão da Igreja é evangelizar, se a Igreja deixar de evangelizar ela deixa de ser Igreja, ela deixa de cumprir a sua missão. Se o Sol deixar de brilhar ele deixa de ser Sol, do mesmo modo, se a Igreja deixar de evangelizar ela deixa de ser Igreja.

"Ide ensinar todas as nações
em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo."
É um perigo essa insinuação que a gente vê por aí de pessoas dizendo: "Deus está em todas as religiões". Ora, se Deus está em todas as religiões então não precisa do Cristianismo para salvar o mundo, não precisa do Catolicismo, não precisa dos Sacramentos, não precisa mais batizar ninguém, não precisa de confissão, não precisa mais de Eucaristia. Vamos voltar então ao paganismo do tempo de Roma, do tempo da Grécia e cada um se salva com seus "deuses". Ora meus irmãos, pelo amor de Deus, não é verdade que todas as religiões sejam boas! Claro que devemos respeitar todas as pessoas, a Igreja defende a liberdade de religião, cada um siga a religião que quiser, as pessoas têm o direito a isso e temos que respeitar, MAS, dizer que todas as religiões são boas? Então espera aí, pra que o Cristianismo? Então pra que o Catolicismo? Então vamos fechar as igrejas, vamos deixar de ordenar sacerdotes, não vamos mais celebrar missas, já que todas religiões são boas. Só que não é assim, nós sabemos que não é verdade que todas as religiões são boas, se fosse verdade todos os "deuses" seriam verdadeiros. O que caracteriza uma religião é exatamente o conceito de "deus", mas cada religião tem um conceito de "deus" diferente, então será que todos esses "deuses" são verdadeiros? CLARO QUE NÃO! Só existe um único Deus Verdadeiro: a Santíssima Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo), fora disso não há Deus verdadeiro, consequentemente fora disso não há religião verdadeira, pois não tem a Verdade.

Infelizmente há uma teoria nascida em alguns ambientes teológicos que tem essa mentalidade de que o Cristo (Logos cósmico) “estaria presente em todas as religiões do mundo, não só no Cristianismo". Isto leva à conclusão de que não se deveria fazer um esforço missionário de evangelização e catequese dos povos não católicos, mas apenas cuidar da promoção temporal e econômica de todos os povos. Ou seja, a Igreja deixaria de ter uma missão evangelizadora pra ter uma missão sociológica, política, temporal, econômica. É o que se passa na cabeça das pessoas que defendem essa tese que anula o conceito de verdade e relativiza todas as mensagens religiosas, colocando no mesmo plano o politeísmo, o panteísmo e o monoteísmo, como se todas as religiões fossem boas e igualmente verdadeiras. Essa proposta nega radicalmente o Cristianismo, trai Jesus Cristo (como já foi dito) e esvazia a missão da Igreja.

As conseqüências dessa mentalidade são simplesmente devastadoras. A finalidade da evangelização é desviada e reduzida, a necessidade da fé em Jesus Cristo, do batismo e da Igreja, é posta em dúvida. “Neste contexto do pluralismo religioso – exclama um teólogo indiano – ainda tem sentido proclamar Cristo como o único Nome em que todos os homens encontram a salvação a chamar a fazerem-se discípulos mediante o batismo e a entrar na Igreja”?

Muito conveniente lembrarmos aquilo que São Pedro disse em Atos 4,12: “Não há, debaixo do céu, outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos.” A Palavra é clara: não existe outro nome, a não ser em Jesus Cristo, em que tenhamos Salvação.

Agora eu fico abismado de ver pessoas de dentro da Igreja dizer que “a Salvação está em qualquer igreja”. Como Jesus Cristo estivesse em todas as igrejas e querem defender isso, querem defender que há um certo “cristo cósmico” que está em todas religiões e que salva em todas as religiões e que não precisa a Igreja Católica fazer esse proselitismo e essa “propaganda” que ela fica fazendo dela mesma de que só nela se salva.

O abandono das estações missionárias, das pregações do Evangelho e da catequese, por parte dos missionários, do clero, das religiosas, e a fuga para obras sociais, como também o contínuo falar em sentido redutivo dos “valores do Reino” (justiça, paz) é um fenômeno difundido na Ásia e propagandeado por alguns centros missionários, também noutros continentes.

É muito triste ver que os missionários vão abandonando a evangelização vão abandonando a pregação do evangelho, da catequese pra fazer apenas obras sociais, como se Cristo tivesse instituído a Igreja para fazer obras sociais. Nisso a Igreja é traída profundamente, Cristo é traído profundamente, o Evangelho é traído profundamente. É o que acontece com os adeptos da “Teologia da Libertação” que partem só para o social, só para o político, só para o econômico, exatamente porque consideram que a pessoa se salva em qualquer religião, tanto faz a macumba, o candomblé, o espiritismo, o protestantismo, o seicho-no-ie ou qualquer outra religião, já que “Cristo está em todas elas”. Meus irmãos, ISSO É UM ABSURDO!


JESUS CRISTO É O SALVADOR! NÃO HÁ SALVAÇÃO FORA DA IGREJA, NÃO HÁ SALVAÇÃO FORA DE JESUS CRISTO!

Devemos levar o Evangelho do Senhor por toda parte, como fazia São Paulo. Paulo não ia lá no meio dos gentios dizer “vocês estão todos certos”. NÃO! Muito pelo contrário, ele falava sem medo: “Eu vim trazer pra vocês o mistério que estava escondido em todos os tempos: Jesus Cristo, nosso Senhor. Deixem o paganismo, deixem essas práticas que vocês vivem, venham ser cristãos, venham ser batizados, venham para a Igreja de Jesus que é o próprio Corpo de Cristo”. É o que Paulo pregava! Agora será que nós vamos esquecer de tudo isso e trair Nosso Senhor Jesus Cristo?





Fontes: 

Prof. Felipe Aquino; do áudio “Curso Bíblico - Do Gênesis ao Apocalipse”:CB389 - Colossenses (3) - Salvação só em Jesus Cristo.

Cardeal Josef Tomko; do Consistório dos Cardeais, em Roma, de 4 a 6 de abril de 1991.

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