É permitido bater palmas na Missa?
Você sempre quis saber se na Missa é permitido bater palmas? Então leia o artigo e você vai descobrir o que ensina a Igreja Católica sobre o assunto.
Missa de frente para o povo?
Nesse artigo Joseph Ratzinger, hoje Papa emérito Bento XVI, refuta todos os argumentos em favor da Missa de frente para o povo. Leia o que ele disse.
O que não te contaram sobre as Orações Eucarísticas
O Missal anterior possuia apenas uma Oração Eucarística. Você sabe de onde vêm as outras? Leia a descubra.
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sábado, 4 de outubro de 2014
domingo, 3 de agosto de 2014
A segunda união não é o foco do Sínodo da Família
A segunda união não é o
foco do Sínodo da Família
O
instrumento de trabalho publicado pelo Vaticano em preparação ao Sínodo de
outubro próximo sobre a Família nasce das respostas ao questionário estruturado
em oito grupos de perguntas relativas ao matrimônio e à família. As respostas
foram enviadas pelas Conferências Episcopais, pelos Sínodos das Igrejas
Orientais Católicas sui iuris, Dicastérios da Cúria Romana e a União dos
Superiores-Gerais. Chegaram diretamente à Secretaria Geral também respostas de
um número significativo de dioceses, paróquias, movimentos, grupos, associações
eclesiais e realidades familiares, assim como de instituições acadêmicas,
especialistas, fiéis e outras pessoas interessadas em fazer conhecer a própria
reflexão.
Em
relação à crise dos matrimônios, as respostas apontam para a pouca atenção dos
nubentes aos cursos pré-matrimoniais. Em alguns países, onde há uma grande
secularização, constata-se uma crescente distância cultural dos casais em
relação ao ensinamento da Igreja. Cursos pré-matrimoniais particularmente
prolongados nem sempre são bem acolhidos; são sentidos mais como uma proposta
obrigatória do que como uma possibilidade de crescimento, e muitas vezes os
noivos se apresentam no último momento, quando a data já está marcada. A Igreja
reunida no Sínodo deve analisar este e dezenas de outros tópicos. Que não se
pense que na III Assembleia Extraordinária de outubro o tema dos separados e
recasados será o principal. Quem adverte é o Primaz do Brasil, Dom Murilo
Krieger, Cardeal-arcebispo de Salvador, entrevistado pela RV.
Segue abaixo o que disse Dom Murilo Krieger:
Com essa ideia de se olhar para aqueles que estão em uma segunda união “matrimonial” se esqueceu daquele que é o objetivo do Sínodo mesmo, que é a família que passa por uma grande crise. Nos vemos que, além da Igreja, não encontramos outra instituição que esteja lutando para defender a família, ao contrário, ela [a família] é apresentada de forma meio negativa e agora se procura outras uniões, não aquela clássica bíblica com pai e mãe, homem, mulher e filhos.
Assim, temo que as expectativas ficaram um pouco fora do foco, que a primeira ideia do Sínodo deve ser realmente um olhar da Igreja para a família. De que maneira a Igreja pode ajudá-la a viver aquela que é a sua vocação, como dizia o Papa, o Santo Papa São João Paulo II, família, torna-te aquilo que és, aquilo que é próprio da essência da família.
E claro também penso que há essa expectativa de como resolver a situação de quem está em segundas núpcias. Não sei, mas não vejo muita saída fora de uma melhor preparação, penso que essa vai ser uma das conclusões, a melhor preparação de quem se casa. Casar é muito fácil e facilmente as pessoas se casam (...)
O caso de casamentos que não deram certo, talvez o que se poderia fazer seria facilitar os estudos sobre a validade ou não do casamento, e aí talvez nós iremos encontrar muitos casamentos que não se sustentam, em que toda a perspectiva que levaram as pessoas a se casarem já estava falha muitas vezes. Aquela ideia de buscar a si mesmo, na verdade querer ser feliz, não pensar no outro.
Talvez a Igreja vá pensar nisso, porque fora disso não vejo outra perspectiva de resolução, pois afinal [o matrimônio] não é uma instituição da Igreja para que ela possa ter um amplo campo de ação e dizer “vamos para a direita ou vamos para a esquerda”. Tem sempre que olhar para Jesus Cristo, para o Evangelho para ver o que o Evangelho nos diz da palavra de Jesus, o que Jesus espera da família.
Então nesse caso penso que a reflexão sobre a família é muito importante no mundo tão desagregador onde a família pouco se encontra, os filhos muitas vezes começaram a ver só seus direitos e pouco os seus deveres, os pais muitas vezes não tendo consciência da grave responsabilidade de colocar o filho no mundo, penso que tudo isso vai nos obrigar a rever e aprofundar a pastoral da família.
Fonte:
News.Va - adaptado
quinta-feira, 31 de julho de 2014
As excelências do Santo Sacrifício da Missa
AS EXCELÊNCIA DO SANTO SACRIFÍCIO
DA MISSA
É
uma verdade incontestável que todas as religiões, que existiram desde o começo
do Mundo, tiveram sempre algum sacrifício como parte essencial do culto devido
a DEUS.
Mas
porque essas religiões eram vãs ou imperfeitas, seus sacrifícios, também, eram
vãos ou imperfeitos. Totalmente vãos eram os sacrifícios do paganismo, e nem acode
ao espírito falar sobre eles.
Quanto
ao dos hebreus, eram imperfeitos. Se bem que professassem, então, a religião
verdadeira, seus sacrifícios eram podres e defeituosos, infirma et egena
elementa, como qualifica São Paulo.
Não
podiam, assim, apagar os pecados nem conferir graça. Só o Sacrifício que temos
em nossa santa religião, que é a Santa Missa, é um sacrifício santo, perfeito,
e, em todo sentido, completo: por ele, cada fiel honra dignamente a DEUS, reconhecendo,
ao mesmo tempo, o próprio nada e o supremo domínio de DEUS. Davi o chama:
Sacrifício de Justiça, sacrificium justitiae; tanto porque contém o
Justo dos justos e o Santo dos santos, ou, melhor a própria Justiça e
Santidade, como porque santifica as almas pela infusão das graças e abundância
dos dons que lhes confere.
PRIMEIRA EXCELÊNCIA
O SACRIFÍCIO DA
SANTA MISSA É O MESMO QUE O SACRIFÍCIO DA CRUZ
A
Santa Missa é um sacrifício tão santo, o mais augusto e excelente de todos, e a
fim de formardes uma ideia adequada de tão grande tesouro, algumas de suas
excelências divinas; pois dize-las todas não é empreendimento a que baste a fraqueza
da minha inteligência.
A
principal excelência do santo Sacrifício da Missa consiste em que se deve
considerá-lo como essencialmente o mesmo oferecido no Calvário sobre a Cruz,
com esta única diferença: que o sacrifício da Cruz foi sangrento e só se realizou
uma vez e que nessa única oblação JESUS CRISTO satisfez plenamente por todos os
pecados do Mundo; enquanto que o sacrifício do altar é um sacrifício incruento,
que se pode renovar uma infinidade de vezes, e que foi instituído pra nos aplicar
especialmente esta expiação universal que JESUS por nós cumpriu no Calvário, Assim
o SACRIFÍCIO CRUENTO foi o MEIO de nossa REDENÇÃO, e O SACRIFÍCIO INCRUENTO nos
proporciona as GRAÇAS da nossa REDENÇÃO.
Um
abre-nos os tesouros dos méritos de CRISTO Nosso Senhor, o outro no-los dá para
os utilizarmos. Notai, portanto que na Missa não se faz apenas uma representação,
uma simples memória da Paixão e Morte do nosso Salvador; mas num sentido
realíssimo, o mesmo que se realizou outrora no Calvário aqui se realiza
novamente: tanto que se pode dizer, a rigor, que em cada Santa Missa nosso Redentor
morre por nós misticamente, sem morre na realidade, estando ao mesmo tempo vivo
e como imolado: Vidi agunum stantem tanquan accisum. (Apoc 5, 6)
No
santo dia de Natal, a Igreja nos lembra o nascimento do Salvador, mas não é
verdade que Ele nasça, ainda, nesse dia. Nos dias da Ascensão e Pentecostes,
comemoramos a subida do Senhor JESUS ao Céu e a vinda do ESPÍRITO SANTO, sem
que, de modo algum nesses dias o Senhor suba ainda ao Céu, ou o ESPÍRITO SANTO
desça visivelmente à Terra.
A
mesma coisa, porém, não se pode dizer do mistério da Santa Missa, pois aí não é
uma simples representação que se faz, mas, sim, o mesmo sacrifício oferecido
sobre a Cruz, com efusão de sangue, e que se renova de modo incruento: é o mesmo
corpo, o mesmo sangue, o mesmo JESUS, que se imola hoje na Santa Missa. Opus
trae Redemptionis exercetur, diz a Santa Igreja.
A
obra de nossa Redenção aí se exerce: sim, exercetur, aí se exerce
atualmente. Este santo sacrifício realiza, opera o que foi feito sobre a Cruz.
Que obra sublime! Ora, dizei-me sinceramente se, quando ides à Igreja para
assistir a Santa Missa, pensásseis bem que ides ao Calvário assistir à morte do
Redentor, que diria alguém que vos visse ai chegar numa atitude tão pouco
modesta? Se Maria Madalena fosse ao Calvário e se prostrasse aos pés da Cruz
vestida, perfumada e ataviada como em seus tempos de desordem, quanto não seria
censurada! E que se dirá de vós que ides à Santa Missa como se fôsseis a uma
festa mundana?
Que
aconteceria, sobretudo se profanásseis este ato tão santo, com gestos, risadas,
cochichos, encontros sacrílegos? Digo que, em qualquer tempo e lugar, a iniquidade
não tem cabimento; mas os pecados que se cometem na hora da Santa Missa e na
proximidade do altar, são pecados que atraem a maldição, de DEUS: Maledictus
qui facit opus Domini fraudulenter (Jer 48,10). Meditai seriamente sobre
esse assunto.
Outras
maravilhas, porém, vou desvendar-vos de tesouro tão precioso.
SEGUNDA EXCELÊNCIA
O SACRIFÍCIO DA
SANTA MISSA TEM POR SACERDOTE O PRÓPRIO JESUS CRISTO
Depois
de dizer que o Sacrifico da Missa é o mesmo Sacrifício da Cruz, e não uma
cópia, era de imaginar que não se poderia encontrar prerrogativa melhor. O que
o torna, entretanto, mais sublime é o fato de ter como sacerdote o próprio Deus
feito homem.
Três
coisas, certamente são para considerar no santo Sacrifício: o Sacerdote que
oferece. A Vítima oferecida e a Majestade divina, a quem se oferece. Ora, três
considerações: o Sacerdote, que oferece, é um Homem-DEUS, JESUS CRISTO: a
vítima é a vida de um DEUS; e não se oferece a outrem senão DEUS. Reanimai,
portanto, a vossa fé, e reconhecei no padre que celebra, a pessoa adorável de
Nosso Senhor JESUS CRISTO. É Ele o principal oferente, não só porque instituiu
este santo Sacrifício, e lhe dá, por seus méritos, a eficácia, mas porque se digna,
em cada Santa Missa e para nosso benefício mudar o pão e o vinho em seu
santíssimo Corpo e preciosíssimo Sangue.
Eis
porque a maior excelência da Santa Missa consiste em ter por Sacerdote um DEUS
feito Homem. E quando virdes o celebrante no altar, sabei que sua maior
dignidade é ser o ministro deste Sacerdote invisível e eterno que é nosso Redentor.
Daí
vem que o Sacrifício não deixa de ser agradável a DEUS, ainda que o padre
celebrante seja um pecador, visto que o principal oferente é CRISTO Nosso
Senhor, e o padre seu simples representante.
Do
mesmo modo, aquele que dá esmola pela mão dum servidor, é verdadeiramente o
principal autor do benefício, e ainda que o servo fosse um celerado, se o
patrão é um justo, a esmola é santa e é meritória.
Bendito
seja DEUS que nos deu um Sacerdote infinitamente santo, a própria Santidade, o
qual oferece ao PAI Eterno este divino Sacrifício, não só em todo lugar, pois
hoje a fé está difundida em toda parte, mas também em todo tempo, todos
os dias e mesmo a toda hora, graças a DEUS, o sol se levanta para outras
regiões, quando pra nós desaparece. A toda hora, portanto em qualquer parte da
Terra, este
Santíssimo
Sacerdote oferece seu Corpo, seu Sangue, todo o Ser ao PAI, por nós, e o faz
tantas vezes quantas Missas se celebram em todo o Universo.
Que
tesouro imenso! Que mina de inestimáveis riquezas possuímos na Igreja de DEUS!
Felizes de nós se pudéssemos assistir devotamente a todas as Santas Missas! Que
capital de méritos amontoaríamos! Que abundância de graças nesta vida, e que
grau de glória na outra nos proporcionará a devota e amorosa assistência a
tantas Santas Missas!
Mas
que digo? Assistência? Os que assistem a Missa à Santa Missa não fazem apenas o
ofício de assistentes, mas também o de celebrantes e pode-se chama-los
sacerdotes: Fecisti nos DEO nostro regnun et sacerdotes (Apoc 5,10). O sacerdote
que oficia é como o ministro público da Igreja inteira, é o mediador de todos
os fiéis, e especialmente daqueles que participam da Santa Missa, junto do
Sacerdote invisível que é JESUS. Com CRISTO, ele oferece ao Eterno PAI, em seu Nome
e em nome de todos, o resgate precioso da Redenção dos homens. Não está, porém,
sozinho nesta santa função. Todos os que assistem a Santa Missa, concorrem com
ele no oferecimento do Sacrifício. Assim, voltado para os fiéis, o sacerdote
diz: Orate, fratres, ut meum ac vestrum sacrificium acceptabile fiat: “Orai,
meus irmãos, para que o meu sacrifício, que é também o vosso, seja agradável a
DEUS”.
Estas
palavras, que o sacerdote profere, é para nos dar a entender que, conquanto
desempenhe ele o papel de ministro principal, todos, que ali assistem, com ele
oferecem a grande Vítima. Quando assistis à Santa Missa, fazeis, portanto, de certo
modo, o ofício de sacerdote.
Que
dizeis agora? Ousaríeis ainda assistir à Santa Missa, sentados, tagarelando,
olhando para um e outro lado, e contentando-vos de recitar, bem ou mal, umas
preces vocais, sem levar em conta o ofício de tanta responsabilidade que exerceis,
o ofício de sacerdote?
Ah!
não posso evitar de exclamar aqui: Ó mundo insensato, que nada compreende de
tão augustos mistérios. Como é possível permanecer ao pé dos altares com o espírito
distraído e o coração dissipado, num momento em que os Anjos e os Santos se
absorvem em admiração e temo à vista de tão maravilhosa obra!
TERCEIRA EXCELÊNCIA
A PALAVRA DE UM
HOMEM OPERA O SACRIFÍCIO.
Admirai-vos,
talvez, de me ouvir dizer que a Missa é uma obra maravilhosa? E não é, com
efeito, inefável maravilha o que opera a palavra de um humilde sacerdote? Que
língua angélica ou humana poderia explicar poder tão excessivo? Quem, jamais,
pode imaginar que a palavra de um homem, que não tem, naturalmente, a força de
levantar da terra uma palha, receberia da graça o poder surpreendente de fazer
descer do Céu o Filho de DEUS?
Aí
está um poder maior que o de transportar montanhas, esgotar o mar e abalar os
céus; poder comparável, de certo modo, àquele primeiro Fiat com que DEUS
fez surgir do nada todas as coisas, e que pode mesmo parecer sobrepujar, em outro
sentido, aquele Fiat pelo qual a Virgem Santíssima atraiu a seu seio o
Verbo Divino.
![]() |
| Papa Bento XVI celebrando a Santa Missa |
A Virgem Maria nada mais fez que fornecer a matéria do corpo de Cristo dela formado, sem dúvida, isto é, de seu puríssimo sangue, mas não por ela nem por sua operação: enquanto que a voz do sacerdote, sendo instrumento de CRISTO no ato da consagração, O reproduz de um modo novo e admirável, quer dizer, sacramentalmente e isto tantas vezes quantas consagra.
O
bem-aventurado João, o Bom, de Mântua, levou um eremita seu companheiro a
compreender esta verdade. Este não conseguia persuadir de que a palavra de um
padre tivesse o poder de mudar a substância do pão, no Corpo de JESUS CRISTO, e
a do vinho em seu Sangue; e, o que é mais deplorável, tinha cedido a essa
tentação diabólica. O servo de DEUS percebeu o erro do companheiro, e,
conduzindo-o a beira de uma fonte, aí encheu de água uma taça e deu-lhe de beber.
Depois
de sorver toda a água, o outro confessou que jamais, em toda a sua vida,
provara um vinho tão delicioso. Então João, o Bom, disse-lhe: “Não vedes o
milagre, meu querido irmão? Se, por meio de um miserável como eu, a água se
mudou em vinho pela onipotência divina, quanto mais deveis crer, por meio das
palavras do sacerdote, que são palavras de DEUS, o pão e o vinho mudam-se no
Corpo e Sangue de JESUS CRISTO? Quem ousaria jamais pôr limites à onipotência
de DEUS?”
Bastou
isso para dissipar o engano do eremita, que, expulsando de seu espírito toda a
dúvida, fez grande penitência por seu pecado. Um pouco de fé, mas de fé viva, e
confessaremos que inúmeras são as prodigiosas prerrogativas contidas neste admirável
Sacrifício.
Aí
veremos, com admiração, renovar-se-á a toda hora este prodígio da sagrada
humanidade de JESUS CRISTO presente em milhares e milhares de lugares, e
gozando, por assim dizer, de uma sorte de imensidade que não possui nenhum
outro corpo, e só a ela reservada em recompensa do sacrifício de sua vida que
Ele fez a DEUS Altíssimo.
Um
espírito, falando pela boca de uma pessoa, fez com que um judeu incrédulo
compreendesse esta verdade, por meio de uma comparação material e grosseira. O
homem achava-se numa praça com muitas pessoas, entre as quais a mulher possessa.
Nesse momento passou um padre que levava o Santo Viático a um doente. Todos os
presentes se ajoelharam e prestaram homenagem ao Santíssimo Sacramento. Só o
judeu ficou imóvel e não deu sinal algum de respeito. Vendo isso, a mulher
levantou-se furiosa, arrancou-lhe o chapéu e deu-lhe um vigoroso bofetão,
dizendo-lhe.
“Desgraçado,
porque não te prostras diante do verdadeiro DEUS presente neste Divino
Sacramento?” – “Que DEUS?”, replicou o judeu. “Se fosse verdade, a consequência
seria haver muitos deuses, pois, ao celebrarem a Santa Missa ele estaria em
cada um dos vossos altares”. A estas palavras, o espírito, que habitava naquela
mulher, tomou um crivo e opondo-se ao sol, disse ao judeu que olhasse os raios
filtrando-se pelos buracos. Em seguida ajuntou: “Dize-me, judeu, há então
muitos sóis passando pelas aberturas deste crivo, ou um só?” E, à resposta do
judeu de que não havia senão um sol, a mulher replicou.
“Por
que te espantas, então, de que DEUS, feito Homem e feito Sacramento, possa ter,
por um excesso de amor, uma presença real e verdadeira sobre vários altares,
permanecendo, no entanto, uno, indivisível e imutável?” Foi o suficiente para confundir
a incredulidade do judeu, que por esse raciocínio se viu constrangido a
confessar a verdade de nossa Fé.
Ó
santa Fé! Apenas um raio de tua luz, e exclamaremos com fervor: Quem ousaria
estabelecer limites à onipotência de DEUS? Nesta grande concepção que tinha do
poder de DEUS, Santa Teresa dizia, muitas vezes, que quanto mais sublimes eram
os mistérios de nossa fé, e profundos e impenetráveis à nossa inteligência, com
tanto mais força e felicidade neles acreditava, sabendo bem que DEUS
todo-poderoso pode fazer prodígios infinitamente maiores.
Reanimai,
espontaneamente, vossa fé e confessai que este Divino Sacramento é o milagre
dos milagres, a maravilha das maravilhas, e que sua maior excelência consiste
em ultrapassar nossa pobre inteligência. E tomados de admiração dizei e repeti
muitas vezes: Oh! Que grande tesouro! Que imenso tesouro!
Fonte: Livro As excelências da Santa Missa de Leonardo Porto-Maurício - adaptado
Deísmo e a Nova Ordem Mundial
Hoje há uma fraqueza no meio do povo, um certo medo de
afirmar com clareza que JESUS É DEUS. Ora, se Jesus não é Deus, não há
divinização, nós estaremos sozinhos outra vez. Deus não veio, Deus não irrompeu
na história, nós estamos largados, não existe providência, não existe Salvação,
não existe Assistência da Graça. Alguns chamam isso de "autonomia das
realidades criadas", mas seria melhor chamar de "abandono",
porque seria como se Deus tivesse criado o mundo e abandonado logo em seguida. É o tal do
"deísmo".
O deísmo foi uma
doutrina inventada no século XVII devido algumas brigas religiosas que
aconteciam na Europa (católicos e protestantes brigam desde o século XVI).
Então, um pessoal que não ligava muito pra religião, quiseram inventar um jeito de conceber Deus de forma que não dê em brigas: inventaram o deísmo. Trata-se de uma ideia na qual Deus criou o mundo e largou, agora tudo que acontece é conosco, nós que
temos que dar conta do recado, Deus simplesmente não intervém na história. A intenção era inventar uma "religião" para unificar a
Europa! Essa invenção deísta do século XVII vai adquirir forças, passando pelos
movimentos revolucionários, também tendo grande ação dentro da maçonaria, até
chegar hoje em um "projeto mundial" de unificar o globo. Projeto esse
que nos propõe um deus que é exatamente o "deus deísta".

Para melhor
unificar as coisas, hoje você pode pegar qualquer "deus" no
supermercado das religiões, você pode acreditar no deus que você quiser desde
que você não tenha a pretensão de que ele seja verdadeiro (pra não gerar brigas) e
muito menos de que ele aja na história. Seu deus tem que estar recluso em um
mundo chamado fé subjetiva. O que muita gente não sabe é que tudo isso está a serviço de um projeto mundialista de
unificação. Certas pessoas são apaixonadas por essas idéias por uma razão muito
simples: querem destruir a Igreja. Pois a Igreja Católica atrapalha esse "grande
projeto mundial". Existe melhor forma de acabar com alguma coisa senão de
dentro? Pois é! Querem acabar com a Igreja desde dentro!
"A Igreja vive da Eucaristia e esta verdade
não exprime apenas uma experiência diária de fé, mas contém em síntese o
próprio núcleo do mistério da Igreja."

Dito isto, a fórmula para
acabar com a Igreja fica muito simples: sabemos que a Igreja vive da Eucaristia e Eucaristia só tem através do padre... Com esses dados como fazer para acabar
com a Igreja? Fácil: é só acabar com os padres! Acabemos com a fé dos padres, diminuamos
o sacerdócio, infiltremos nos seminários pessoas sem fé, infiltremos em todos os
lugares gente sem fé e assim é resolvido o problema. A Igreja ficará
neutralizada desde dentro, dessa forma só teremos padres inofensivos. A Igreja Católica vai continuar existindo apenas nominalmente,
mas o conteúdo vai ser outro, suguemos o conteúdo da Igreja, tiremos suas vísceras
e ela se transformará num animal empalhado. Essa é a fórmula que Satanás tenta
usar pra acabar com a Igreja, ele tenta a todo custo fazer dos padres uns infiéis, sem fé, devassos e vendidos a nova ordem mundial! Pois sabe que dessa
forma estará pronto seu projeto, acabou-se com tudo, não haverá mais
eucaristia, não haverá mais Igreja de verdade e tudo estará feito. Portanto é
preciso deixar claro que essa história de deísmo não é uma opinião inofensiva,
mas é, sem dúvidas, algo feito pra acabar de vez com a Igreja!
Deus Pai enviou ao mundo dois Paráclitos: o Filho e o
Espírito Santo. O Filho precisa ser Divino para nos divinizar, tal como o
Espírito Santo também precisa ser Divino se Ele vai nos divinizar. Se Eles não
são Divinos, então nós não seremos introduzidos na Vida Divina e foi-se embora
a nossa salvação. Jesus é Deus com o Pai e o Espírito Santo, não tenha medo de admitir
essa verdade de fé, não vamos cair em armadilhas deístas! Deus intervém na história sim, disso depende
nossa Salvação. O Espírito Santo é enviado na história, o Filho é encarnado na
história, Deus entra na história. Não estamos sozinhos! NÃO EXISTE DEÍSMO. O deísmo
é totalmente contrário ao verdadeiro Cristianismo.
Fontes:
Padre Paulo Ricardo; trechos do áudio "Trindade - Padres Capadócios e Concílio de Constantinopla" (23)
CARTA ENCÍCLICA "ECCLESIA DE EUCHARISTIA"; DO SUMO PONTÍFICE JOÃO PAULO II (Dado em Roma, 17 de abril de 2003)
terça-feira, 29 de julho de 2014
7 erros fatais do Relativismo moral
7 Erros Fatais do Relativismo Moral
“A
consciência/percepção de moralidade leva a Deus tanto quanto a
consciência/percepção de queda de maçãs leva à gravidade.” (Roger Morris)
O
Relativismo moral é um tipo de subjetivismo que sustenta que as verdades morais
são preferências muito parecidas com os nossos gostos em relação a sorvete, por
exemplo. O relativismo moral ensina que quando se trata de moral, do que é
eticamente certo ou errado, as pessoas podem e devem fazer o que quer que
sintam ser o certo para elas. Verdades éticas dependem de indivíduos, grupos e
culturas que as sustentam. Porque acreditam que a verdade ética é subjetiva, as
palavras como devem ou deveriam não fazem sentido porque a moral de todo mundo
é igual; ninguém tem a pretensão de uma moral objetiva que seja pertinente aos
outros. O relativismo não exige um determinado padrão de comportamento para
todas as pessoas em situações morais semelhantes. Quando confrontadas com
exatamente a mesma situação ética, uma pessoa pode escolher uma resposta,
enquanto outra pode escolher o oposto. Não há regras universais de conduta que
se apliquem a todos.
O
relativismo moral, num sentido prático, é completamente inviável. Que tipo de
mundo seria o nosso se o relativismo fosse verdade? Seria um mundo em que nada
estaria errado – nada seria considerado mau ou bom, nada digno de louvor ou de
acusação. A justiça e a equidade seriam conceitos sem sentido, não haveria
responsabilização, não haveria possibilidade de melhoria moral, nem discurso
moral. Um mundo em que não haveria tolerância. Este é o tipo de mundo que o
relativismo moral produz.
Vejamos os sete erros fatais do Relativismo:
1.
Relativistas morais não podem acusar de má conduta a outras pessoas. O
relativismo torna impossível criticar o comportamento dos outros, porque, em
última análise, nega a existência de algo como “má conduta”. Se alguém acredita
que a moralidade é uma questão de definição pessoal, então abre mão da
possibilidade de fazer juízos morais objetivos sobre as ações dos outros, não
importa quão ofensivas elas sejam para o seu senso intuitivo de certo ou errado.
Isto significa que um relativista não pode racionalmente se opor ao
assassinato, ao estupro, ao abuso infantil, ao racismo, ao sexismo ou à
destruição ambiental, se essas ações forem consistentes com o entendimento
pessoal sobre o que é certo e bom por parte de quem as pratica. Quando o certo
e o errado são uma questão de escolha pessoal, nós abdicamos do privilégio de
fazer julgamentos morais sobre as ações dos outros. No entanto, se estamos
certos de que algumas coisas devem ser erradas e que alguns julgamentos contra
a conduta de outros são justificados – então o relativismo é falso.
2.
Relativistas não podem reclamar do problema do mal. A realidade do mal no mundo
é uma das primeiras objeções levantadas contra a existência de Deus. Toda esta
objeção se fundamenta na observação de que existe mal verdadeiro. Mas mal
objetivo não pode existir se os valores morais são relativos ao observador. O
relativismo é inconsistente com o conceito de que o mal moral verdadeiro
existe, porque nega que qualquer coisa possa ser objetivamente errada. Se não
existe um padrão moral, então não pode haver desvio do padrão. Assim, os
relativistas devem abandonar o conceito de verdadeiro mal e, ironicamente,
também abandonar o problema do mal como um argumento contra a existência de
Deus.
3.
Relativistas não podem condenar alguém ou aceitar elogios. O relativismo torna
os conceitos de louvor e condenação sem sentido, porque nenhum padrão externo
de medição define o que deve ser aplaudido ou condenado. Sem absolutos, nada é,
em última análise, ruim, deplorável, trágico ou digno de condenação. Nem é
qualquer coisa, em última análise, boa, honrada, nobre ou digna de louvor.
Relativistas são quase sempre inconsistentes nesse ponto, porque eles procuram
evitar condenação, mas prontamente aceitam elogios. Se a moralidade é uma
ficção, então os relativistas também devem remover as palavras aprovação e condenação
de seus vocabulários. Mas se as noções de elogio e crítica são válidas, então o
relativismo é falso.
4.
Relativistas não podem fazer acusações de parcialidade ou injustiça. De acordo
com o relativismo, as noções de equidade e justiça são incoerentes, já que
ambos os conceitos ditam que as pessoas devem receber igualdade de tratamento
com base em alguma norma externa acordada. No entanto o relativismo acaba com
qualquer noção de normas vinculativas externas. Justiça implica punir aqueles
que são culpados de um delito. Mas, sob o relativismo, a culpa e a condenação
não existem – se nada for finalmente imoral, não há acusação e, portanto, nenhuma
culpa digna de punição. Se o relativismo é verdadeiro, então não há tal coisa
como justiça ou equidade, porque ambos os conceitos dependem de um padrão
objetivo do que é certo. Se, porém, as noções de justiça e equidade fazem
sentido, então o relativismo é refutado.
5.
Relativistas não podem melhorar a sua moralidade. Relativistas podem mudar a
sua ética pessoal, mas eles nunca podem se tornar pessoas melhores. De acordo
com o relativismo, a ética de uma pessoa nunca pode se tornar mais ‘moral’. A ética
e a moral podem mudar, mas nunca podem melhorar, já que não existe um padrão
objetivo pelo qual medir esse melhoramento. Se, no entanto, o melhoramento
moral parece ser um conceito que faz sentido, então o relativismo é falso.
6.
Relativistas não conseguem manter discussões morais significativas. O que há
para falar? Se a moral é totalmente relativa e todas as opiniões são iguais,
então não há uma maneira de pensar melhor do que outra. Não há uma posição moral
que possa ser considerada como adequada ou deficiente, razoável, aceitável, ou
até mesmo bárbara. Se disputas éticas só fazem sentido quando a moral é
objetiva, então o relativismo só pode ser vivido de forma consistente se seus
defensores ficarem em silêncio. Por esta razão, é raro encontrar um relativista
racional e consistente, já que a maioria deles são rápidos para impor suas
próprias regras morais, como, por exemplo, “é errado forçar sua própria
moralidade nos outros”. Isso coloca os relativistas em uma posição
insustentável: se falam sobre questões morais, eles abandonam seu relativismo;
se não falam, eles abrem mão de sua humanidade. Se a noção de discurso moral
faz sentido intuitivamente, então o relativismo moral é falso.
7.
Relativistas não podem promover a obrigação de tolerância. A obrigação moral
relativista de ser tolerante é auto-refutante. Ironicamente, o princípio da
tolerância é considerado uma das virtudes principais do relativismo. A moral é
individual, assim eles dizem, e, portanto, devemos tolerar os pontos de vista dos
outros e não julgar seu comportamento e atitudes. No entanto, se não existem
regras morais objetivas, não pode haver nenhuma regra que exija a tolerância
como um princípio moral que se aplica igualmente a todos. De fato, se não há
absolutos morais, por que ser tolerante afinal? Relativistas violam seu próprio
princípio de tolerância quando não conseguem tolerar as opiniões daqueles que
acreditam em padrões objetivos morais. Eles são, portanto, tão intolerantes
quanto frequentemente acusam os que defendem a moral objetiva de ser. O
princípio de tolerância é estranho ao relativismo. Se, por outro lado, a
tolerância parece ser uma virtude, então o relativismo é falso.
O
relativismo moral é falido. Não é um verdadeiro sistema moral. É
auto-refutante. E hipócrita. É logicamente inconsistente e irracional. É
seriamente abalado com simples exemplos práticos. Torna ininteligível a
moralidade. Nem mesmo é tolerante! O princípio de tolerância só faz sentido em
um mundo no qual existem absolutos morais, e somente se um desses padrões
absolutos de conduta for “Todas as pessoas devem respeitar os direitos dos
outros que diferem em conduta ou opinião”. A ética da tolerância pode ser
racional somente se a verdade moral for objetiva e absoluta, não subjetiva e
relativa. A tolerância é um princípio “em casa” no absolutismo moral, mas é
irracional de qualquer perspectiva do relativismo ético.
Fonte: A fé explicada - adaptado
segunda-feira, 7 de julho de 2014
Qual a necessidade de uma 'reforma da reforma' litúrgica?
Reforma da reforma litúrgica
Publicamos para a
reflexão dos nossos leitores um texto fundamental para a compreensão do
pensamento de Bento XVI a respeito da situação litúrgica da Igreja.
Que a sua leitura ou
releitura possa contribuir para que cada vez mais possamos lutar pelo crescimento
de um Novo Movimento Litúrgico nos nossos dias como pede o Santo Padre, pedido
este que vem sendo atendido por tantos bispos, sacerdotes e fiéis em todas as
partes e que só pode ser descartado por espíritos voluntariamente superficiais,
como ele mesmo diz em introdução que fez a uma obra do grande liturgista Klaus
Gamber.
![]() |
| Fonte: Doutrina Católica Apostólica Romana. Página do Facebook. |
Bento
XVI, A Minha Vida, Lisboa: Livros do Brasil, 2010, pp.106-108:
O segundo grande acontecimento que ocorreu no começo dos meus anos de Ratisbona foi a publicação do "Missal", de Paulo VI, com a proibição quase total do "Missal" anterior, após uma fase de transição de cerca de seis meses. O facto de, após um período de experiências, que amiúde desfiguraram por completo a liturgia, se passar a ter um texto litúrgico vinculativo, era de saudar como algo seguramente positivo. Mas fiquei estupefacto com a proibição do "Missal" antigo, dado que nunca na história da liturgia se verificara uma situação semelhante. Quis-se passar a ideia de que era uma coisa normal. O "Missal" anterior tinha sido publicado por Pio V em 1570, na sequência do Concílio de Trento; era portanto normal que, passados quatrocentos anos e um novo Concílio, um novo papa publicasse um novo "Missal". Mas a verdade histórica é outra. Pio V limitara-se a reelaborar o "Missal" romano que se utilizava na época, coisa que aliás sempre acontecera ao longo dos séculos. Por seu lado, muitos dos seus sucessores reelaboraram ulteriormente este "Missal", sem nunca, porém, contraporem um "Missal" ao outro. Tratou-se sempre de um processo contínuo de crescimento e de purificação, em que, no entanto, a continuidade nunca era posta em causa. Um "Missal" de Pio V que tenha sido criado por ele, simplesmente nunca existiu. O que existe é a reelaboração que ele mandou fazer, como fase de um longo processo de crescimento histórico. A novidade, após o Concílio de Trento, foi de outra natureza: a invasão súbita da reforma protestante fizera-se sentir sobretudo na modalidade das reformas litúrgicas.
Não havia simplesmente uma Igreja católica e uma Igreja protestante, postas uma ao lado da outra, a divisão da Igreja ocorreu quase imperceptivelmente e teve a sua manifestação mais visível e historicamente mais incisiva nas mudanças ao nível da liturgia. Estas mudanças resultaram de tal maneira diversificadas ao nível local, que o limite entre o que era e não era católico se tornou, amiúde, bem difícil de definir. Esta situação de confusão, criada pela ausência de uma normativa litúrgica unitária e pelo pluralismo litúrgico herdado da Idade Média, fez com que Pio V decidisse que o "Missale Romanum", o texto da liturgia da cidade de Roma, por ser seguramente católico, devia ser introduzido em todo o lado onde não houvesse uma liturgia com, pelo menos, duzentos anos de existência. Onde este critério se verificava, podia manter-se a liturgia anterior, dado que o seu carácter católico era considerado seguro. Não se pode, por isso, falar de uma proibição relativa aos "Missais" anteriores e até ao momento regularmente aprovados.
Agora, pelo contrário, a promulgação do impedimento do "Missal" que se tinha desenvolvido ao longo dos séculos, desde o tempo dos sacramentais da Igreja antiga, implicou uma ruptura na história da liturgia, cuja consequências não podiam deixar de ser trágicas. Tal como já tinha acontecido muitas vezes, era razoável e plenamente em linha com as disposições do Concílio que se fizesse uma revisão do "Missal", sobretudo, tendo em consideração a introdução das línguas nacionais. Mas nesse momento aconteceu algo mais: destruiu-se o edifício antigo e, embora utilizando o material e o projecto deste, construiu-se um novo.
Não há dúvida de que, em algumas partes, este novo "Missal" trouxe verdadeiros melhoramentos e um real enriquecimento. Contudo, o facto de ter sido apresentado como um edifício novo - contraposto ao que fora construído ao longo da história - que se proibisse este último e que, de certa maneira, se concebesse a liturgia já não como um processo vital, mas como um produto de erudição especializada e de competência jurídica, trouxe-nos danos extremamente graves. Com efeito, deste modo desenvolveu-se a ideia de que a liturgia se "faz", de que não é uma realidade que exista antes de nós, - algo de "dado" -, mas que depende das nossas decisões. Consequentemente, esta capacidade de decisão não é só reconhecida aos especialistas ou a uma autoridade central, mas também em definitivo a qualquer comunidade que queira ter uma liturgia própria. O problema é que, quando a liturgia é algo que cada qual pode fazer à sua maneira, ela deixa de nos poder dar aquela que é a sua verdadeira qualidade: o encontro com o mistério, que não é produto das nossas acções, mas a nossa origem e a fonte da nossa vida. Para a vida da Igreja, é dramaticamente urgente um renovamento da consciência litúrgica, uma reconciliação litúrgica, que volte a reconhecer a unidade da história da liturgia e compreenda o Vaticano II não como ruptura, mas como momento evolutivo.
Estou convencido de que a crise eclesial em que actualmente nos encontramos depende, em grande parte, da decadência da liturgia, que, por vezes, é mesmo concebida "etsi Deus non daretur": "como se se já não interessasse se Deus está ou não presente nela", se Ele nos fala e ouve ou não. Mas se na liturgia já não aparece a comunhão da fé, a unidade universal da Igreja e da sua história, o mistério de Cristo vivo, de que modo é que a Igreja manifesta a sua substância espiritual? Nesse caso, a comunidade celebra-se apenas a si mesma, coisa que não tem qualquer valor. E dado que a comunidade em si mesma não pode subsistir, mas é criada, na fé e como unidade, pelo próprio Senhor, torna-se inevitável que, nestas condições, se chegue ao ponto da fragmentação em partidos de todo o género, à contraposição partidária numa Igreja que se dilacera a si mesma. É por isso que precisamos de um novo movimento litúrgico, que recupere a verdadeira herança do Concílio Vaticano II.
Fonte:
Links católicos, com adaptações.
segunda-feira, 30 de junho de 2014
"Sou católico e quero viver uma vida que agrade a Deus." - Afirma o capitão da seleção dos EUA
O
gol marcado por Clint Dempsey na partida entre EUA e Gana aos 28 segundos de
jogo foi o mais rápido desta edição da Copa do Mundo, e o quinto mais rápido de
sempre. Contra Portugal, aos 31 anos de idade, o capitão da formação das
estrelas e listas foi um dos melhores jogadores.
Dempsey
é um líder em campo. Um homem sincero por fora, que não tem escrúpulos em falar
da sua fé. Assim se mostrou numa entrevista que deu pouco antes de partir para
o Brasil:
"Eu
cresci numa família católica (em Nacogdoches, Texas) e ia à Missa com a minha
avó todos os domingos. Graças a ela aprendi que a fé é importante.
Aos
12 anos a minha vida deu uma reviravolta que me marcou para sempre. A minha
irmã Jennifer morreu de um aneurisma cerebral e eu encontrei-me perguntando o
porquê de muitas coisas e o papel de Deus nisto tudo. Durante alguns anos
cansei-me e afastei-me de Deus. Mas Ele foi paciente e lentamente curou-me e
deu-me forças...
Na
faculdade juntei-me a um grupo de estudo e leitura da Bíblia. A Palavra de Deus
deu-me paz e criou o desejo de ter uma relação com Ele... Fazer-Lhe perguntas e
procurar as respostas através da Escritura ajudou-me a crescer e a encontrar a
direção certa. Agora é a fé em Cristo que me dá confiança no futuro. Sei que
tanto nos momentos bons como maus Ele é fiel e cuida de mim.
Hoje
rezo para ter força para percorrer a estrada que tenho pela frente...procuro
dar o meu melhor em campo e agradeço a Deus pelas oportunidades e o sucesso que
me deu. Eu quero fazer o bem, não cometer erros, e viver uma vida agradável a
Deus."
Fonte:
Links católicos


16:58
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