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sábado, 9 de abril de 2016

Extratos da Exortação Amoris Laetitia - Sobre o amor na Família (Parte 01)


Extratos

Exortação Apostólica Pós-Sinodal Amoris Laetitia do Santo Padre Francisco - Sobre o amor na Família


"A alegria do amor que se vive nas famílias é também o júbilo da Igreja." Assim começa a exortação, com palavras que animam o espírito do que lê e consola as famílias aflitas. É o amor, a alegria do amor, que aquece os corações dos membros familiares, por isso a Igreja exulta de alegria.

Capítulo I - A família à luz da Palavra

O Santo Padre começa falando sobre as características da família, de seus membros e da relação entre eles. Utilizando a palavra “surpreendentemente” ele constata que Deus explica que o casal “homem e mulher” é “imagem e semelhança de Deus”, querendo talvez que percebamos qual grave é esta solene palavra do Senhor. A imagem de Deus!
Antes de explicar em que consiste essa semelhança recorda-nos que isto não significa que “o próprio Deus é sexuado ou tem a seu lado uma companheira divina, como acreditavam algumas religiões antigas”. Isso não é verdade, por isso sabemos que com “clareza a Bíblia rejeitou como idolátricas tais crenças”.

Contrariando os falsos deuses, aqueles que têm boca e não falam, têm olhos e não veem, têm ouvidos e não ouvem, têm nariz e não cheiram, têm mãos e não tocam, têm pés e não andam, e sua garganta não tem voz, o Papa explica que o casal será “imagem e semelhança de Deus” quando traz consigo a fecundidade da vida que só um Deus vivo pode dar e quando a união do homem e da mulher é realizada pelo elo maior, que é o amor.
O casal que ama e gera a vida é a verdadeira «escultura» viva (não a de pedra ou de ouro, que o Decálogo proíbe), capaz de manifestar Deus criador e salvador. (...) O Deus Trindade é comunhão de amor; e a família, o seu reflexo vivente. (Exortação Amoris Laetitia, n. 11)
Mas este facto é devido somente a um preceito divino ou teria suas razões naturais? Esta união, nos lembra o Santo Padre, provém da “inquietação vivida pelo homem, que busca "uma auxiliar semelhante" que seja capaz de resolver a “solidão que o perturba”. E, diz ele, deste “encontro que cura a solidão surge a geração e a família”.

Não haveria de faltar uma palavra sobre os filhos, já que são eles o resultado concreto desta “imagem e semelhança”. “Se os pais são como que os alicerces da casa, os filhos constituem as « pedras vivas » da família, nos diz o Papa, esclarecendo, no entanto que, “os filhos não são uma propriedade da família, mas espera-os o seu caminho pessoal de vida”, isto é, cada qual crescerá e terá seu destino, sua missão na terra, seja constituindo uma nova família aos moldes do plano de Deus ou doando sua vida ao serviço integral de Deus, no sacerdócio ou na vida consagrada.
"Os frutos do amor são também a misericórdia e o perdão." (Exortação Amoris Laetitia, n. 27)
A família é, portanto, uma comunhão de pessoas que se amam mutuamente e na qual todos amam a Deus e, neste sentido, constitui a igreja doméstica, como o local da catequese dos filhos.
Entretanto, a experiência familiar não é vivida somente nas alegrias, mas esta história contempla o momento de dor e de dificuldades. O Papa recorda-nos uma série de acontecimentos familiares relatados na Bíblia a fim de demonstrar que as dificuldades familiares não são situações oriundas do nosso tempo.

A partir dessa série de relatos conclui que a “Palavra de Deus não se apresenta como uma sequência de teses abstratas, mas como uma companheira de viagem”, o que para nós poderia refletir na conscientização da importância da pastoral na Igreja.
Por fim, conclui com duas ideias.
A primeira a respeito da importância do trabalho para o bem-estar físico e a serenidade da família, pois de fato o trabalho é considerado como “parte fundamental da dignidade humana”. A ausência do trabalho gera sofrimento, afetando de várias formas, a serenidade da família.
Encaminhando-se para o final do capítulo, enfatiza que a “família é chamada a compartilhar a oração diária, a leitura da Palavra de Deus e a comunhão eucarística, para fazer crescer o amor e tornar-se cada vez mais um templo onde habita o Espírito”.

Capítulo II - A realidade e os desafios das famílias

Este segundo capítulo traz à mente do leitor os diversos problemas enfrentados pela instituição familiar nestes tempos.
Antes de falar sobre os desafios, o Papa coloca uma premissa importante: “o bem da família é decisivo para o futuro do mundo e da Igreja”. Isso nos convence da verdadeira necessidade da exortação.

Leia também: Papa Francisco condena união gay

As palavras são bastante claras e ricas em reflexão nos mais variados assuntos, por isso trarei aqui, neste capítulo e nos que se seguem, apenas apontamentos (extratos), reservando os meus comentários apenas nos pontos onde eu achar necessário, a fim de evitar que o texto fique demasiado longo já que as realidades citadas são em número bastante considerável.

a) A liberdade
(...) é fácil confundir a liberdade genuína com a ideia de que cada um julga como lhe parece, como se, para além dos indivíduos, não houvesse verdades, valores, princípios que nos guiam, como se tudo fosse igual e tudo se devesse permitir.  Neste contexto, o ideal matrimonial com um compromisso de exclusividade e estabilidade acaba por ser destruído pelas conveniências contingentes ou pelos caprichos da sensibilidade. (Exortação Amoris Laetitia, n.34)

b) Respeito humano pelo mundo
Como cristãos, não podemos renunciar a propor o matrimônio, para não contradizer a sensibilidade atual, para estar na moda, ou por sentimentos de inferioridade face ao descalabro moral e humano; estaríamos a privar o mundo dos valores que podemos e devemos oferecer. (Exortação Amoris Laetitia, n.35)

c) A pastoral negativa e a positiva
O Santo Padre quer estimular uma pastoral positiva, ou seja, aquela em que se busca destacar os pontos positivos a fim de guiar alguém pelo caminho correto, em detrimento de uma pastoral negativa que tenta simplesmente convencer as pessoas através de questões doutrinais. Para tornar mais clara a ideia tomemos um exemplo. Suponhamos que queiramos afastar alguém do caminho do pecado do sexo desregrado e para tal tenhamos duas formas; a primeira consiste em evidenciar a beleza e a alegria de se guardar a castidade e a segunda demonstrar, através da Bíblia e do Catecismo, que quem pratica sexo fora do casamento comete pecado mortal e pode, se não se arrepender, ir para o inferno. Pois bem, a primeira opção é o que poder-se-ia chamar de pastoral positiva, enquanto que a segunda pastoral negativa.
Por vezes pensamos que com a simples insistência em questões doutrinais, bioéticas e morais, sem motivar a abertura à graça, já apoiávamos suficientemente as famílias, consolidávamos o vínculo dos esposos e enchíamos de sentido as suas vidas compartilhadas. (Exortação Amoris Laetitia, n. 37)
É necessário que apresentemos o matrimônio “ mais como um caminho dinâmico de crescimento e realização do que como um fardo a carregar a vida inteira”, do que simples e unilateralmente, pelo “seu fim unitivo”, de tal forma que o “convite a crescer no amor e o ideal de ajuda mútua ficaram ofuscados por uma ênfase quase exclusiva no dever da procriação.”
Isto não significa deixar de advertir a decadência cultural que não promove o amor e a doação. (Exortação Amoris Laetitia, n. 39)

d) Cultura do provisório
(...) a rapidez com que as pessoas passam duma relação afetiva para outra. Creem que o amor, como acontece nas redes sociais, se possa conectar ou desconectar ao gosto do consumidor e inclusive bloquear rapidamente. (Exortação Amoris Laetitia, n. 39)
Precisamos de encontrar as palavras, as motivações e os testemunhos que nos ajudem a tocar as cordas mais íntimas dos jovens, onde são mais capazes de generosidade, de compromisso, de amor e até mesmo de heroísmo, para convidá-los a aceitar, com entusiasmo e coragem, o desafio de matrimônio. (Exortação Amoris Laetitia, n. 40)

e) Controle de natalidade
A própria queda demográfica, causada por uma mentalidade anti-natalista e promovida pelas políticas mundiais de saúde reprodutiva, não só determina uma situação em que a sucessão das gerações deixa de estar garantida, mas corre-se o risco de levar, com o tempo, a um empobrecimento econômico e a uma perda de esperança no futuro. O avanço das biotecnologias também teve um forte impacto sobre a natalidade. (Exortação Amoris Laetitia, n. 42)
O Papa ainda cita como fatores que colaboraram para uma mentalidade anti-natalista a “industrialização, a revolução sexual, o temor da superpopulação, os problemas económicos (...). A sociedade de consumo também pode dissuadir as pessoas de ter filhos, só para manter a sua liberdade e estilo de vida.”
(...) a Igreja rejeita com todas as suas forças as intervenções coercitivas do Estado a favor da contracepção, da esterilização e até mesmo do aborto ». Estas medidas são inaceitáveis mesmo em áreas com alta taxa de natalidade (...)" (Exortação Amoris Laetitia, n. 42)
f) Deus nas famílias
(...) uma das maiores pobrezas da cultura atual é a solidão, fruto da ausência de Deus na vida das pessoas e da fragilidade das relações. Há também uma sensação geral de impotência face à realidade socioeconômica que, muitas vezes, acaba por esmagar as famílias (...) (Exortação Amoris Laetitia, n. 43)

g) Moradia
A falta duma habitação digna ou adequada leva muitas vezes a adiar a formalização duma relação. Uma família e uma casa são duas realidades que se reclamam mutuamente. (...) devemos insistir nos direitos da família, e não apenas nos direitos individuais. A família é um bem de que a sociedade não pode prescindir, mas precisa de ser protegida. A defesa destes direitos é « um apelo profético a favor da instituição familiar, que deve ser respeitada e defendida contra toda a agressão», sobretudo no contexto atual em que habitualmente ocupa pouco espaço nos projetos políticos. (Exortação Amoris Laetitia, n. 44)

h) Órfãos de pais vivos
Há muitos filhos nascidos fora do matrimônio, especialmente nalguns países, e muitos são os que, em seguida, crescem com um só dos progenitores e num contexto familiar alargado ou reconstituído. (Exortação Amoris Laetitia, n. 45)

i) Exploração sexual
(...) a exploração sexual da infância constitui uma das realidades mais escandalosas e perversas da sociedade atual. (Exortação Amoris Laetitia, n. 45)

j) Perseguição dos cristãos
As perseguições dos cristãos, bem como as de minorias étnicas e religiosas, em várias partes do mundo, especialmente no Médio Oriente...Devem ser apoiados todos os esforços para favorecer a permanência das famílias e das comunidades cristãs nas suas terras de origem ». (Exortação Amoris Laetitia, n. 46)

l) As pessoas com deficiência e os idosos
Merecem grande admiração as famílias que aceitam, com amor, a prova difícil dum filho deficiente. Dão à Igreja e à sociedade um valioso testemunho de fidelidade ao dom da vida. (...) A família que aceita, com os olhos da fé, a presença de pessoas com deficiência poderá reconhecer e garantir a qualidade e o valor de cada vida, com as suas necessidades, os seus direitos e as suas oportunidades. (Exortação Amoris Laetitia, n. 47)
Nas sociedades altamente industrializadas, onde o seu número tende a aumentar enquanto diminui a taxa de natalidade, os idosos correm o risco de ser vistos como um peso. Muitas famílias ensinam-nos que é possível enfrentar os últimos anos da vida, valorizando o sentido de realização e integração de toda a existência no mistério pascal. (Exortação Amoris Laetitia, n. 48)
A eutanásia e o suicídio assistido são graves ameaças para as famílias, em todo o mundo. A sua prática é legal em muitos Estados. A Igreja, ao mesmo tempo que se opõe firmemente a tais práticas, sente o dever de ajudar as famílias que cuidam dos seus membros idosos e doentes. (Exortação Amoris Laetitia, n. 48)
m) Educação dos filhos
(...) acaba dificultada porque, entre outras causas, os pais chegam a casa cansados e sem vontade de conversar; em muitas famílias, já não há sequer o hábito de comerem juntos, e cresce uma grande variedade de ofertas de distração, para além da dependência da televisão. Isto torna difícil a transmissão da fé de pais para filhos. (...) as famílias habitualmente padecem duma enorme ansiedade; parece haver mais preocupação por prevenir problemas futuros do que por compartilhar o presente. Isto, que é uma questão cultural, vê-se agravado por um futuro profissional incerto, pela insegurança econômica ou pelo medo quanto ao futuro dos filhos. (Exortação Amoris Laetitia, n. 50)

n) Toxicodependência
(...) um dos flagelos do nosso tempo que faz sofrer muitas famílias e, não raro, acaba por destruí-las. Algo semelhante acontece com o alcoolismo, os jogos de azar e outras dependências. (Exortação Amoris Laetitia, n. 51)

o) Uniões de fato e homossexuais
(...) as uniões de facto ou entre pessoas do mesmo sexo, por exemplo, não podem ser simplesmente equiparadas ao matrimônio. Nenhuma união precária ou fechada à transmissão da vida garante o futuro da sociedade. (Exortação Amoris Laetitia, n. 52)
Já não se adverte claramente que só a união exclusiva e indissolúvel entre um homem e uma mulher realiza uma função social plena, por ser um compromisso estável e tornar possível a fecundidade. (Exortação Amoris Laetitia, n. 52)

p) Poligamia e matrimônios combinados
Nalgumas sociedades, vigora ainda a prática da poligamia; noutros contextos, permanece a prática dos matrimônios combinados. (...) Em muitos contextos, e não apenas ocidentais, está a difundir-se largamente a prática da convivência que precede o matrimônio e também a prática de convivências não orientadas para assumir a forma dum vínculo institucional ». Em vários países, a legislação facilita o avanço de várias alternativas, de modo que um matrimônio com as características de exclusividade, indissolubilidade e abertura à vida acaba por aparecer como mais uma proposta antiquada entre muitas outras. (Exortação Amoris Laetitia, n. 53)
Avança, em muitos países, uma desconstrução jurídica da família, que tende a adotar formas baseadas quase exclusivamente no paradigma da autonomia da vontade. (Exortação Amoris Laetitia, n. 53)

q) Violência contra a mulher
Neste relance sobre a realidade, desejo salientar que, apesar das melhorias notáveis registadas no reconhecimento dos direitos da mulher e na sua participação no espaço público, ainda há muito que avançar nalguns países. Não se acabou ainda de erradicar costumes inaceitáveis; destaco a violência vergonhosa que, às vezes, se exerce sobre as mulheres, os maus-tratos familiares e várias formas de escravidão, que não constituem um sinal de força masculina, mas uma covarde degradação. A violência verbal, física e sexual, perpetrada contra as mulheres nalguns casais, contradiz a própria natureza da união conjugal. (Exortação Amoris Laetitia, n. 54)

r) Ideologia de Gênero
Outro desafio surge de várias formas duma ideologia genericamente chamada gender, que « nega a diferença e a reciprocidade natural de homem e mulher. Prevê uma sociedade sem diferenças de sexo, e esvazia a base antropológica da família. Esta ideologia leva a projetos educativos e diretrizes legislativas que promovem uma identidade pessoal e uma intimidade afetiva radicalmente desvinculadas da diversidade biológica entre homem e mulher. (Exortação Amoris Laetitia, n. 56)É preciso não esquecer que « sexo biológico (sex) e função sociocultural do sexo (gender) podem-se distinguir, mas não separar». (Exortação Amoris Laetitia, n. 56)
Não caiamos no pecado de pretender substituir-nos ao Criador. Somos criaturas, não somos omnipotentes. A criação precede-nos e deve ser recebida como um dom. Ao mesmo tempo somos chamados a guardar a nossa humanidade, e isto significa, antes de tudo, aceitá-la e respeitá-la como ela foi criada. (Exortação Amoris Laetitia, n. 56)

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Continua na Parte 02 - Leia aqui

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Livro grátis sobre a fé do Papa Francisco


Livro grátis sobre a fé do Papa Francisco


Quantas vezes você já deve ter ouvido boatos sobre o pensamento do Papa Francisco? Uns dizendo que é comunista ou liberal, outros inventando frases. Todo tipo de besteira se encontra pela internet. Mas para fazer frente a esta ditadura da mentira, propomos um livrinho que possa ajudar os católicos no conhecimento do que pensa o Santo Padre sobre os mais diversos temas.
Apresento logo abaixo a introdução do livro. É importante notar que optei por disponibilizá-lo gratuitamente na internet na versão PDF. O link está disponibilizado ao final do texto.

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Tamanha é a perturbação nos tempos atuais que mal posso definir o cenário atual. A nossa Igreja, ou melhor dizendo a de Jesus Cristo, vive um momento perturbado, de tal maneira que o que se tinha por certo parece, hoje, ser dado por errado, e este por correto.  De que falo? Da doutrina da Igreja, do ensinamento constante daquela que nunca se deixou levar pelas ondas e ventos de vã doutrina, mesmo diante dos poderes seculares que a coagiam.
O ar de insegurança que respiramos nos deixou doentes a ponto de fitarmos os olhares sobre o que o Santo Padre diz, a fim de confirmar sua fé católica. Outros estão em estado pior, procurando não uma defesa do papado, mas qualquer palavra dúbia para critica-lo e espalhar o terror no meio do rebanho do Senhor. Quem nos deu a autoridade de jugar o vigário de Cristo?
A doença está chegando ao estado terminal. A muitos isso já chegou! Não digo que uma ou outra situação faça pôr-nos a alerta, mas parece que a paranoia é o mal em questão, tudo é motivo de perturbação da alma. O ambiente secularizado e pagão com sua mídia trapaceira agrava mais ainda. Quem nunca ouviu um escândalo de uma suposta declaração do papa? A inquietação bate à porta!
Decorridos quase três anos de pontificado de Francisco, há ainda pessoas que põem em xeque a fé do Papa. Assim, proponho sanar ao menos um pouco as dúvidas desses fieis, que suponho serem de boa-fé.
A solução proposta é deixar que o próprio Papa nos responda em que crê, por meio de seus escritos. Passando pelos mais singelos aos mais polêmicos e complexos assuntos, notamos a íntima e profunda ortodoxia da fé católica. A estupenda beleza da teologia proposta por Bergoglio é, para defini-la bem, emocionante, pois é viva, sem formalismos, com gosto de realidade.
É notável algumas características básicas do pensamento “bergogliano”. Em matéria social, é incontestável a total fundamentação na Doutrina Social da Igreja. Parece, aliás, absurdo alguém, conhecendo a DSI, chamar Jorge Bergoglio de comunista ou outro revolucionário dessa estirpe medíocre. As críticas a globalização fazem-me pensar que ele seja um amante do distributismo de G.K. Chesterton, famoso filósofo e jornalista inglês, que centraliza a família e a sociedade familiar no centro da economia, em contraposição aos métodos econômicos liberais.
 Não gostaria de me delongar nesta introdução para não fatigar o leito, por isto, vos deixo à vontade para ler este simples livrinho. Boa leitura!

 Gabriel Luan


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terça-feira, 14 de outubro de 2014

Papa Francisco condena a união gay

Papa Francisco condena a união gay

“Qui autem scandalizaverit unum de pusillis istis, qui in me credunt, expedit ei, ut suspendatur mola asinaria in collo eius et demergatur in profundum maris.” (Matthaeum 28, 6)

Ai daquele que escandalizar aqueles que creem em Jesus, na Santa Igreja Católica, seria melhor que atassem uma pedra de moinho no pescoço e se lançassem ao mar! Estamos todos acompanhando o que o Mass Media vem vinculando a respeito do Sínodo dos bispos sobre a Família.



Segundo os meios seculares, a tendência do Sínodo é o de alterar a doutrina católica, intocável até hoje, sobre o casamento com fins de união e procriação, conforme a Sagrada Escritura estabelece tanto no Antigo como no Novo Testamento. Estão, no entanto, colocando asas em bois, atribuindo afirmações de prelados particulares ao Santo Padre. Após ler o artigo perceber-se-á que a mídia amarrou o seu cavalo em toco de amarrar jegue.
A mentira tem perna curta! Existe uma ciência pouco usada pela mídia que esclarece muitas das “fofoquices” ideológicas da mídia, talvez não querem fazer uso dela propositalmente, suponho, esta ciência é chamada de história! Sim, esta mesma! Quiçá, eles leiam a história, entretanto a única página deste inaudito livro somente possui uma página, tratando da inquisição, é evidente.

Mais: Baixe GRATUITAMENTE o livro que contém centenas de frases do Papa Francisco

Um breve estudo da história e discursos de Jorge Mario Bergoglio, atual Papa Francisco, refuta as balelas inventadas pela mídia. Postarei parte do conteúdo do precioso ebook que estou desenvolvendo sobre a fé do Bergoglio com mais de 100 temas diferentes! Aguarde o ebook completo que será postado neste blog gratuitamente. Parte do conteúdo é o que proponho aos leitores.

[ATUALIZAÇÃO: O livro já está disponível gratuitamente em nosso Blog. Poderá ser baixado no link acima]
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Para Bergoglio a família é a célula no qual a sociedade está apoiada, mas não somente isso, a distinção de funções dentro da família é importante para uma reta hierarquia.

Os papéis de paternidade, maternidade, filho ou filha, irmão ou irmã, são a base de qualquer sociedade, e sem eles toda a sociedade perderia consistência e se tornaria anárquica.” (Parish and Family, 18 de janeiro de 2007)

“Muitos nas sociedades modernas tendem a considerar e defender os direitos do indivíduo, o que é muito bom. Mas não por isso se deve esquecer a importância que tem para a sociedade – cristã ou não – os papeis básicos que se dão somente na família fundada no matrimônio. Papel de paternidade, maternidade, filiação e irmandade que estão na base de qualquer sociedade e sem os quais toda sociedade vai perdendo consistência e se tornando anárquica.” (Bergoglio, Mensagem dada em Roma, 18 de janeiro de 2007)



Não há muito o que explicar sobre a necessidade da base familiar, fundada na união natural, para a sobrevivência da humanidade, basta dois neurônios (estou exigindo demais dos esquerdistas, sim eu sei) para compreender este fato que é tão incontestável como o de que Papai Noel não existe.

“A família é o centro natural da vida humana.” (Parish and Family, 18 de janeiro de 2007).

“A família é importante, é necessária para a sobrevivência da humanidade. Se não existe a família, a sobrevivência cultural da humanidade corre perigo. É a base, nos apeteça ou não: a família.” (Papa Francisco, entrevista à Rádio da Arquidiocese do Rio de Janeiro, 27 de julho de 2013)


A razão natural do casamento não é argumento, mas um fato. Com fatos não há argumento. Não obstante, há ainda a fundamentação mais elevada do que a natural, isto é, a divina, nos diz o Papa Francisco.

“Desde o início, o Criador colocou a sua bênção sobre o homem e a mulher, para que fossem fecundos e se multiplicassem sobre a terra; e assim a família torna presente, no mundo, como que o reflexo de Deus, Uno e Trino.” (Papa Francisco, discurso no Consistório Extraordinário sobre a família, 1º de fevereiro de 2014)




A Sagrada Escritura nos relata que o demônio após tentar Nosso Senhor se retirou afim de voltar quando oportuno. Pois bem, o encardido não suporta que o homem e a mulher tenham sido criados à imagem e semelhança de Deus, por isso combate aquilo que os une, o casamento.
Vasculhando o episcopado de Bergoglio percebemos que ele foi militante (nossa que palavra pesada, rs) da vida, do casamento que está aberto à vida, aquele formado por homem e mulher. “A Igreja, que está do lado da vida, ensina que qualquer ato matrimonial deve permanecer aberto à transmissão da vida.” (Catecismo da Igreja Católica, 2366). Quando do projeto de lei que tentava legalizar as uniões homossexuais foi proposto na terra de los Hermanos (chora Messi!) o Arcebispo de Buenos Aires foi peremptório, condenado o projeto sem titubear, e ainda sem sequer propor que isto seja única e exclusivamente um problema religioso, mas sobretudo natural, antropológico.

"Aqui também está a inveja do Demônio, através da qual entrou o pecado no mundo, que de modo arteiro pretende destruir a imagem de Deus: homem e mulher recebe o mandato de crescer, multiplicar-se e dominar a terra. Não sejamos ingênuos, [a união homossexual] não se trata de uma simples luta política. É uma pretensão destrutiva ao plano de Deus. Não se trata de um mero projeto legislativo, mas de uma ação do pai da mentira que pretende confundir e enganar aos filhos de Deus". (Cardeal Bergoglio, Carta aberta em repúdio à união homossexual enviada aos monastérios de Buenos Aires, julho de 2010)



Apoiando o manifesto dos leigos em repúdio ao projeto de lei, relata Bergoglio.

“A comissão Episcopal de Leigos da CEA, em seu carácter de cidadãos, teve a iniciativa de realizar uma manifestação diante da possibilidade de sanção da lei de matrimônios para pessoas do mesmo sexo, reafirmando – junto a necessidade de que os meninos tenham direito a ter pai e mãe para sua criação e educação. Por meio destas linhas desejo oferecer meu apoio a esta expressão de responsabilidade do laicato.” (Bergoglio, Carta ao Diretor do Departamento dos leigos, 5 de julho de 2010)

Para dar um tiro de misericórdia nesse zumbi (a mentira da mídia) que insiste em perambular pelas redes, Bergoglio diz que o casamento natural é anterior ao estado e até mesmo à Igreja, ou seja, nenhum dos dois poderes (civil e religioso) pode alterar o que é desde a criação do mundo.

“A essência do ser humano tende para a união do homem e da mulher como realização recíproca, atenção e cuidado, e como o caminho natural para a procriação. Isto confere ao matrimônio transcendência social e carácter público. O matrimônio precede ao Estado, é base da família, célula da sociedade, anterior a toda a legislação e a Igreja mesma. Daqui que a aprovação do projeto de lei questão significaria um real e grave retrocesso antropológico.” (Bergoglio, Carta ao Diretor do Departamento dos leigos, 5 de julho de 2010)



Depois de massacrar a loucura midiática, ele, sem perder tempo, aproveita para demonstrar a incoerência esquerdistas que querem respeito às diferenças, mas querem uma homogeneização das mesmas.
Está aí o que Bergoglio pensa, com uma sutileza “maestral”, digna de “ratzingeriano”, destroça dos argumentos dos adversários.

“O matrimônio (configurado por varão e mulher) não é o mesmo que a união de duas pessoas do mesmo sexo. Distinguir não é discriminar, mas respeitar; diferenciar para discernir é valorizar com propriedade, não discriminar. Em um tempo em que pomos ênfase na riqueza do pluralismo, diversidade cultural e social, resulta em uma contradição minimizar as diferenças humanas fundamentais. Os cristãos atuam como servidores da Verdade e não como seus donos.” (Bergoglio, Carta ao Diretor do Departamento dos leigos, 5 de julho de 2010)



Para fechar o pacote fale mentira e leve um massacre Bergoglio diz o que pensa sobre a adoção de crianças por casais homossexuais.

 “Toda pessoa precisa de um pai masculino e uma mãe feminina que ajudem a criar sua identidade.” (Cardeal Bergoglio, Sobre o Céu e a Terra, pag.99)

“Costuma-se argumentar que uma criança estaria melhor se criada por um casal de pessoas do mesmo sexo do que em um orfanato ou instituição. As duas situações não são ideias. O problema é que o Estado não faz o que tem que fazer. Mas a falta do Estado não justifica outra falta do Estado.” (Cardeal Bergoglio, Sobre o Céu e a Terra, pag.101)

Não falta competência aos jornalistas para ir atrás da verdade, o que falta é honestidade!

Regozija-te com a Verdade! 
Salve Santa Igreja! 
Cum Petrus et sub Petrus!

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